Com a chegada das baixas temperaturas e o consequente aumento das doenças respiratórias, o governo do Estado do Rio Grande do Sul oficializou, nesta sexta-feira,17/4, o repasse de R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos. O investimento faz parte do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026 e foca no fortalecimento da Atenção Primária em Saúde (APS).
O objetivo central é preparar as cidades para uma resposta rápida e eficiente, evitando a sobrecarga dos hospitais por meio de um atendimento inicial qualificado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Estratégia da Saúde da Família (ESF). No caso específico de Uruguaiana, que conta com uma população de 117 mil habitantes, o município receberá o montante de R$ 60 mil. Este valor é destinado a cidades que possuem entre 100 001 e 250 mil habitantes, garantindo recursos proporcionais para enfrentar o aumento da demanda assistencial na região.
A secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, destacou que a antecipação permite que as prefeituras organizem sua logística antes do pico de circulação viral. Para a gestão de saúde em Uruguaiana, esses R$ 60 mil poderão ser aplicados na ampliação do horário de atendimento das unidades de saúde, na contratação de profissionais temporários ou no reforço de insumos, permitindo que a cidade ofereça um cuidado mais próximo e resolutivo para a população local durante os meses mais frios.
Além do recurso liberado para as unidades básicas, o governo estadual planeja investir em pronto-atendimentos, na criação de novos leitos e na implementação da teleUTI pediátrica, qualificando médicos para o manejo de crianças doentes. Uma das prioridades estabelecidas é o combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), incluindo a vacinação de gestantes e a imunização passiva em crianças prematuras ou com comorbidades.
Ao todo, o Programa Inverno Gaúcho com Saúde conta com um orçamento de R$ 100 milhões. Entre as principais medidas está a criação de 1.478 novos leitos, sendo 1.014 clínicos e 464 de terapia intensiva, distribuídos entre alas adultas e pediátricas. A expectativa é que 40% dessa nova estrutura seja aberta entre abril e maio, ampliando significativamente a capacidade de resposta da rede estadual de saúde frente às síndromes respiratórias.

