Material genético de parentes é utilizado em cruzamentos que podem ajudar a esclarecer casos de desaparecimento. Crédito: divulgação/IGP.

Familiares de pessoas desaparecidas terão, entre os dias 24 e 28 de agosto, uma oportunidade para contribuir com as buscas por seus parentes por meio da doação de material genético. Em Uruguaiana, o atendimento será realizado no Posto Médico-Legal, localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 3.905. O telefone para informações é (55) 3411-1890. O período marca a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, iniciativa realizada simultaneamente em diferentes pontos do país para ampliar os bancos de perfis genéticos e aumentar as possibilidades de identificação.

A mobilização é destinada, principalmente, aos familiares de pessoas desaparecidas que ainda não realizaram a coleta de DNA junto à perícia oficial. O material fornecido passa a integrar os bancos de perfis genéticos e pode ser confrontado continuamente com amostras obtidas de pessoas que permanecem sem identificação, sejam elas encontradas com vida ou já falecidas.

No Rio Grande do Sul, a ação contará com a participação de todos os Postos Médico-Legais (PMLs), além do Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), em Porto Alegre. O procedimento é destinado exclusivamente à identificação de pessoas desaparecidas. O material genético coletado não pode ser utilizado para outras finalidades. Quem já realizou a doação anteriormente junto à perícia oficial não precisa fazer uma nova coleta.

Quem pode fornecer o DNA?

A orientação é priorizar os parentes biológicos de primeiro grau. A preferência é pelos pais biológicos da pessoa desaparecida. Na ausência deles, podem participar os filhos biológicos, acompanhados do outro genitor desses filhos. Outra possibilidade são os irmãos biológicos, que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.

Quando não houver familiares disponíveis nessas categorias, outros parentes poderão ser avaliados pela equipe responsável, conforme as características de cada caso. A coleta é simples e pode ser feita por meio de um cotonete passado na parte interna da bochecha ou pela retirada de uma pequena gota de sangue da ponta do dedo.

Familiares que não tenham condições de comparecer presencialmente a um dos locais durante a mobilização devem entrar em contato por telefone com o ponto de atendimento mais próximo. A equipe poderá analisar a situação e buscar uma alternativa para realizar o procedimento.

Para fazer a coleta, é necessário apresentar documento de identificação e informações relacionadas ao boletim de ocorrência do desaparecimento. Também é recomendável, quando possível, levar objetos pessoais da pessoa procurada que possam conter material genético, como escova de dentes, dente de leite armazenado ou cordão umbilical.

Mais de cem identificações

No Rio Grande do Sul, o trabalho desenvolvido pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) utiliza a genética forense como uma das ferramentas para solucionar casos de desaparecimento e identificar pessoas que permanecem sem nome.

De acordo com dados apresentados pelo órgão, o cruzamento entre perfis genéticos de familiares e materiais biológicos de pessoas não identificadas já possibilitou 103 identificações no território gaúcho, até 2025. As comparações são realizadas de maneira contínua por meio da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

A estrutura reúne informações provenientes dos 23 bancos estaduais de perfis genéticos existentes no país, além da base mantida pela Polícia Federal. O banco nacional possui mais de 250 mil perfis genéticos cadastrados. A ampliação desse acervo, especialmente com a participação de familiares de desaparecidos, aumenta as possibilidades de estabelecer vínculos genéticos.

Quando é encontrada uma correspondência entre os perfis, é produzido um laudo oficial de identificação, que posteriormente é encaminhado à delegacia responsável pela investigação. A família é então procurada pela equipe policial, que comunica o resultado e orienta sobre os procedimentos seguintes.

O trabalho do IGP também envolve exames de DNA realizados fora do banco nacional. Nesses casos, já existe uma suspeita sobre a identidade da pessoa, construída a partir da investigação ou das circunstâncias em que os restos mortais foram encontrados. O laboratório realiza, então, a comparação direta entre o material biológico da pessoa e o DNA fornecido por um familiar. Nessa modalidade, o IGP registra, em média, 125 identificação por DNA por ano.

O IGP, ocupa atualmente a quarta posição entre os Estados que mais contribuem com perfis genéticos para a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.

Uruguaianense permanece desaparecido

Antônio Chamorra da Rosa, de 58 anos, conhecido como “Capincho”, está desaparecido desde o dia 7 de agosto. Pedreiro, ele teria saído pela manhã da residência de uma filha, informando que retornaria para sua casa. Desde então, não foi mais localizado.

A família continua procurando por informações que possam ajudar a encontrá-lo e também tem divulgado o caso nas redes sociais. Informações sobre o paradeiro de Antônio podem ser repassadas pelos telefones (55) 99617-6955 e (55) 99720-5350.

Demais pontos no Rio Grande do Sul

Alegrete: Hospital Santa Casa, Rua General Sampaio, 88, Vila Nova. Telefone: (55) 3422-5998.

Bagé: Posto Médico-Legal de Bagé, Rua Sete de Setembro, 1.270. Telefone: (53) 3241-2967.

Bento Gonçalves: Posto Médico-Legal de Bento Gonçalves, Rua Goiânia, 590, bairro Botafogo. Telefone: (54) 3453-5735.

Cachoeira do Sul: Instituto Médico-Legal de Cachoeira do Sul, Rua Comendador Isidoro Neves da Fontoura, 550. Telefone: (51) 3723-4371.

Carazinho: Posto Médico-Legal de Carazinho, Avenida Pátria, 736, Centro. Telefone: (54) 3329-2506.

Caxias do Sul: Posto Médico-Legal de Caxias do Sul, Rua Quintino Bocaiúva, s/n, ao lado do biotério da UCS. Telefones: (54) 3212-3007 e (54) 3212-4199.

Cruz Alta: Instituto-Geral de Perícias de Cruz Alta, Rua José Gabriel, 21. Telefone: (55) 3322-6946.

Erechim: Posto Médico-Legal de Erechim, Rua Dom João Hoffmann, 300. Telefone: (54) 3519-0418.

Ijuí: Delegacia de Polícia de Ijuí, Avenida Coronel Dico, 759, pátio da delegacia, Centro. Telefone: (55) 3332-2686.

Lajeado: Posto Médico-Legal de Lajeado, Rua da Paz, s/n. Telefone: (51) 3748-3060.

Palmeira das Missões: FUNHPAM, Rua Nassib Nassif, s/n. Telefone: (55) 3742-1364.

Passo Fundo: Posto Médico-Legal de Passo Fundo, Rua Paissandú, 1.314. Telefone: (54) 3312-0101.

Pelotas: Instituto-Geral de Perícias de Pelotas, Rua Fernando Osório, 300. Telefone: (53) 3225-5875.

Porto Alegre: Instituto-Geral de Perícias de Porto Alegre, Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40, bairro Floresta. Telefone: (51) 3288-5150, ramal 6477.

Rio Grande: Posto Médico-Legal de Rio Grande, Rua General Osório, 625. Telefone: (53) 3233-2266.

Santa Cruz do Sul: Posto Médico-Legal de Santa Cruz do Sul, Rua Marechal Deodoro, 805, Centro. Telefone: (51) 3711-7564.

Santa Maria: Posto Médico-Legal de Santa Maria, Rua Marechal Floriano Peixoto, 1.750. Telefone: (55) 3217-1282.

Santa Rosa: Posto Médico-Legal de Santa Rosa, Rua São Luis, 2.201. Telefone: (55) 3512-9257.

Santana do Livramento: Posto Médico-Legal de Santana do Livramento, Rua Silveira Martins, 336. Telefone: (55) 3241-3904.

Santiago: Posto Médico-Legal de Santiago, Avenida Severino Azambuja, 103. Telefone informado na relação: (55) 3241-3904.

Santo Ângelo: Posto Médico-Legal de Santo Ângelo, Rua Antunes Ribas, 3.609, fundos. Telefone: (55) 3212-5502.

São Borja: Posto Médico-Legal de São Borja, Rua Martinho Lutero, 1.501. Telefone: (55) 98428-7279.

São Luiz Gonzaga: Posto Médico-Legal de São Luiz Gonzaga, Rua Bento Soeiro de Souza, s/n. Telefone: (55) 98431-7959.

Soledade: Posto Médico-Legal de Soledade, Avenida Maurício Cardoso, 919, Centro. Telefone: (54) 3381-5846.

Vacaria: Posto Médico-Legal de Vacaria, Avenida Júlio de Castilhos, 654. Telefone: (54) 3232-6230.