A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira, 16/7, a Operação Residência Fantasma, voltada à investigação de um suposto esquema de fraude na obtenção de autorização de residência no Brasil. A apuração concentra-se na utilização de informações falsas sobre endereços apresentados durante o processo de regularização migratória.
Em Uruguaiana, a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em apartamentos distintos de um mesmo prédio, localizado na região central de Uruguaiana. Os alvos da operação são uma advogada e dois cidadãos argentinos.
Segundo a investigação, iniciada em fevereiro do ano passado, foram identificados indícios de que estrangeiros apresentavam documentos com dados inverídicos para comprovar residência fixa no país. Entre os materiais analisados estão declarações de residência supostamente falsas, assinadas por terceiros, além de contas de telefonia emitidas em nome dos requerentes.
Durante as diligências, os policiais verificaram que os imóveis informados nos pedidos não eram utilizados como moradia permanente. Conforme a PF, os endereços correspondiam a apartamentos destinados à locação temporária, inclusive disponibilizados por plataformas digitais de hospedagem.
Nas buscas desta quinta-feira, 16, os agentes apreenderam um telefone celular e documentos relacionados ao aluguel dos imóveis investigados. O material será periciado e incorporado ao inquérito, que segue em andamento.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da investigação.


