Um acidente de trânsito registrado na noite do último domingo, 26/4, terminou com a morte de uma mulher na BR-472, em Uruguaiana. A ocorrência foi atendida nas imediações do Parque Agrícola e Pastoril, no km 572 da rodovia.
A vítima, identificada como Márcia Cristina Machado, de 65 anos, foi atingida por uma motocicleta que transportava duas pessoas. Conforme informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a mulher chegou a ser socorrida em estado crítico, mas acabou não resistindo aos ferimentos após dar entrada no Hospital Santa Casa de Uruguaiana.
Os ocupantes da moto permaneceram no local após o impacto, prestaram assistência inicial e, posteriormente, foram conduzidos para prestar esclarecimentos à Polícia Civil, que apura as circunstâncias do caso.
A reportagem buscou contato com o delegado Wellington Pinheiro, responsável pela 2ª Delegacia de Polícia de Uruguaiana, mas não obteve retorno até o encerramento desta edição.
O velório ocorreu na manhã desta terça-feira, 28/4, na Capela Municipal, com sepultamento realizado no início da tarde.
Sequência trágica
O caso soma-se a outros registros recentes na BR-472, reforçando a preocupação com a segurança no trecho que dá acesso a Uruguaiana. Somente neste mês, ao menos três acidentes foram contabilizados na rodovia.
No dia 17 de abril, um médico de 32 anos sofreu uma saída de pista seguida de capotamento no km 629. Ele conduzia um veículo Renault Kwid e, apesar da violência do impacto, teve apenas ferimentos leves.
Já no dia 23/4, outro acidente grave foi registrado no km 624, nas proximidades da localidade de Guterres, no trecho entre Uruguaiana e Barra do Quaraí. Um Fiat Uno saiu da pista e capotou, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros para o resgate de uma das vítimas, que ficou presa às ferragens. Após o atendimento e encaminhamento ao hospital, uma mulher de 63 anos não resistiu.
A repetição de episódios com vítimas fatais e feridos graves levanta questionamentos sobre as condições estruturais da rodovia e a necessidade de medidas mais efetivas de prevenção. O debate, neste cenário, ultrapassa a conduta individual no trânsito e passa a envolver também a responsabilidade do poder público quanto à segurança viária.


