O festival, organizado pelo Coral de Uruguaiana, tem como principal proposta fortalecer os laços culturais por meio do canto coletivo Crédito: reprodução

Uruguaiana será palco, nesta sexta-feira, 23/5, da 32ª edição do Festival Uruguaianense de Integração de Corais (FUIC), promovido pelo Coral de Uruguaiana. A programação ocorre em dois momentos: às 9h30, com uma cantata na Igreja Metodista Central, na Rua Gen. Câmara, 1865, e às 19h, no Teatro Municipal Rosalina Pandolfo Lisboa, reunindo diferentes grupos vocais e apreciadores da música coral. 

O festival tem como principal proposta fortalecer os laços culturais por meio do canto coletivo, promovendo o encontro entre diferentes estilos, histórias e origens. Além das apresentações, o evento busca preservar tradições e transmitir valores culturais entre gerações, utilizando a música como elemento de integração e pertencimento. 

De acordo com a professora Sara Cardoso, uma das organizadoras do evento, o FUIC também contribui para a valorização da identidade cultural e para a aproximação das pessoas com suas raízes. A troca de experiências entre os grupos participantes é apontada como um dos principais legados construídos ao longo das mais de três décadas do festival. 

Os locais escolhidos para as apresentações carregam simbolismo histórico e cultural. A Igreja Metodista Central é reconhecida como um dos espaços ligados às origens do canto coral no município, enquanto o Teatro Rosalina Pandolfo Lisboa homenageia uma importante musicista uruguaianense e representa um espaço de difusão artística e socialização cultural. 

Entre os principais desafios enfrentados pela organização estão a manutenção do número de participantes, a busca por apoio financeiro, a ampliação do público e a viabilização da participação de grupos em eventos fora da cidade e até do país. 

Para esta edição, o público poderá acompanhar apresentações que vão do repertório erudito ao contemporâneo, com diferentes propostas artísticas e interpretações. A expectativa é proporcionar momentos de sensibilidade, reflexão e integração por meio da música coral. 

Sara destaca ainda que o festival busca oferecer ao público uma pausa na rotina para conexão consigo mesmo e com a arte. Inspirados pela frase de Platão — “Primeiro devemos educar a alma através da música e, a seguir, o corpo através da ginástica” —, os participantes reforçam a importância da música como ferramenta de formação humana e convivência social.