A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove, neste domingo, 16/8, a terceira edição do Mamaço, atividade que integra a programação do Agosto Dourado, campanha dedicada à valorização e ao incentivo ao aleitamento materno. O encontro será realizado das 9h às 13h, na Casa de Uruguaiana, antigo Restaurante da Praça, localizada na Praça Barão do Rio Branco.
A iniciativa pretende criar um espaço de acolhimento para gestantes, mães e famílias, além de estimular a troca de conhecimentos e experiências sobre a amamentação. A programação também busca fortalecer a relação entre mãe e bebê e ampliar o acesso a informações que contribuam para o cuidado integral durante a gestação, o puerpério e os primeiros anos de vida.
Durante o evento, profissionais da área de Saúde da Mulher estarão disponíveis para oferecer informações sobre prevenção, planejamento reprodutivo e atendimento humanizado. A proposta é aproximar as usuárias dos serviços de saúde e facilitar o acesso a orientações que possam auxiliar na tomada de decisões relacionadas à saúde feminina.
A equipe da Policlínica Infantil também participará da programação, levando orientações às famílias sobre os cuidados necessários para favorecer o crescimento e o desenvolvimento saudável das crianças.
Outro destaque será a participação de profissionais ligados à maternidade e à nutrição. As gestantes poderão esclarecer dúvidas sobre a amamentação e participar de conversas sobre alimentação e nutrição, com atenção tanto à saúde materna quanto às necessidades nutricionais da criança.
Vacinação integra a programação
A programação do domingo também contará com uma ação da Vigilância Epidemiológica vinculada à Campanha Nacional de Multivacinação. A mobilização será voltada à atualização da Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
Para receber as doses indicadas, será necessário apresentar a Caderneta de Vacinação e um documento com foto do menor. O serviço funcionará no mesmo local e durante o horário do Mamaço, das 9h às 13h.
Mês dourado
O Agosto Dourado reforça a importância de práticas que favoreçam o início e a continuidade do aleitamento materno. Entre elas está o contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o nascimento, sempre que as condições clínicas permitirem, e a primeira mamada ainda na primeira hora de vida.
Esse contato precoce contribui para a adaptação do recém-nascido, favorece a criação do vínculo e estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à produção e à liberação do leite. A prática pode ser adotada tanto após partos vaginais quanto em cesarianas, desde que não exista contraindicação médica.
O leite materno reúne nutrientes e componentes importantes para o desenvolvimento infantil, além de oferecer proteção contra diversas infecções e contribuir para a formação da microbiota intestinal e para o amadurecimento do sistema imunológico.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento seja exclusivo até os seis meses. Depois desse período, a amamentação pode continuar junto à introdução da alimentação complementar até os dois anos ou mais.
Embora seja um processo natural, amamentar nem sempre ocorre de maneira simples desde o início. Questões relacionadas à pega, à produção de leite e ao desconforto podem gerar insegurança para a mãe, especialmente nos primeiros dias.
Nessas situações, o acompanhamento de profissionais capacitados pode auxiliar na identificação das dificuldades e na busca por soluções. Os Bancos de Leite Humano também são referências para orientação e apoio à amamentação, além de possibilitarem a doação de leite materno.
A realização de uma cesariana, por sua vez, não impede o aleitamento. Dependendo das condições do pós-operatório, a mãe pode precisar de auxílio adicional para iniciar a amamentação, reforçando a importância do suporte da equipe de saúde desde os primeiros momentos após o parto.
Com atividades voltadas a diferentes fases da vida, o encontro amplia a proposta do Agosto Dourado ao reunir promoção da saúde, prevenção, informação e acolhimento em um mesmo espaço. A programação também reforça que o apoio à amamentação depende não apenas da mãe, mas de uma rede de cuidado formada por familiares, comunidade e profissionais de saúde.


