Os dados do Novo Caged mostram que Uruguaiana voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos formais em março de 2026, com 63 novas vagas, resultado de 989 admissões e 926 desligamentos. Apesar do resultado positivo, o desempenho indica desaceleração em relação a fevereiro, quando o município havia gerado 184 postos de trabalho, com 986 admissões e 802 desligamentos.
Na comparação entre os dois meses, observa se aumento significativo no número de desligamentos, que passaram de 802 em fevereiro para 926 em março, enquanto as admissões tiveram leve crescimento. Esse movimento explica a redução no saldo total de vagas no período.
Por setor, a agropecuária manteve protagonismo, mas também apresentou retração no ritmo de crescimento. Em fevereiro, o segmento havia gerado 113 vagas, número que caiu para 72 em março, ainda assim permanecendo como principal responsável pela geração de empregos no município. O setor de serviços apresentou melhora, saindo de saldo negativo de -1 em fevereiro para +27 em março, indicando recuperação.
A construção civil e a indústria, que haviam registrado saldos positivos em fevereiro (32 e 30 vagas, respectivamente), inverteram o cenário em março, com perdas de -2 e -11 postos. Já o comércio, que havia criado 10 vagas em fevereiro, passou a registrar saldo negativo de -23 em março, sendo o setor com pior desempenho no período mais recente.
O estoque total de empregos formais em Uruguaiana também cresceu, passando de 21.185 vínculos em fevereiro para 21.248 em março. No entanto, a variação relativa mensal caiu de 0,88% para 0,30%, refletindo o ritmo mais moderado de crescimento. O tempo médio de permanência no emprego entre os desligados subiu de 20,7 meses para 21,9 meses.
Sul e Sudeste
No recorte regional, todas as regiões brasileiras apresentaram saldo positivo de empregos em março. O Sudeste liderou a geração de vagas, com saldo de 138.027 postos, seguido pelo Sul, com 36.745, Nordeste (25.138), Centro-Oeste (20.230) e Norte (7.886).
O Sudeste também concentra o maior estoque de empregos formais, com mais de 24,8 milhões de vínculos, seguido pelo Sul (9,8 milhões) e Nordeste (8,3 milhões). A variação relativa mensal ficou entre 0,30% e 0,56%, com destaque para o desempenho do Sudeste.
Nacional
Em nível nacional, o Brasil registrou saldo positivo de 228.208 empregos com carteira assinada em março de 2026. Foram 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos no período, elevando o estoque total para mais de 49 milhões de vínculos formais.
O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 152.391 novas vagas, seguido pela construção civil (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267). A agropecuária foi o único segmento com saldo negativo, com perda de 18.096 postos de trabalho.
Os dados indicam que, embora o cenário nacional permaneça positivo, há sinais de desaceleração pontual em mercados locais, como em Uruguaiana, onde a geração de empregos segue em crescimento, porém em ritmo mais moderado na comparação mensal.
Novo Caged
Desde janeiro de 2020, o sistema tradicional do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) passou por uma mudança significativa, sendo parcialmente substituído pelo eSocial, conforme estabelecido pela Portaria SEPRT nº 1.127/2019. Com isso, a maior parte das empresas passou a prestar informações trabalhistas por meio do novo sistema digital, enquanto o envio de dados pelo Caged permaneceu obrigatório apenas para órgãos públicos e organizações internacionais que contratam trabalhadores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Durante esse período de transição, no entanto, foram identificadas falhas no envio completo das informações, especialmente em relação aos desligamentos por parte de algumas empresas no eSocial. Para garantir a continuidade e a confiabilidade das estatísticas do emprego formal,o governo federal passou a utilizar uma metodologia de imputação de dados, combinando informações provenientes do eSocial, do próprio Caged e do sistema Empregador Web. Esse processo, conduzido pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), busca assegurar a qualidade, integridade e transparência na divulgação dos dados que compõem o chamado Novo Caged.


