Policiais atuarão em visitas prioritárias e no monitoramento de mulheres sob proteção judicial ao longo do mês de junho créditos: SD Brenda Dornelles/Brigada Militar

A Brigada Militar iniciou na segunda-feira, 1/6, a Operação Mulher Segura, ação que será desenvolvida ao longo de todo o mês de junho em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa tem como foco ampliar a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que possuem Medidas Protetivas de Urgência, reforçando o trabalho preventivo e o acompanhamento realizado pelas equipes especializadas. 

 A estratégia integra as ações do Programa Maria da Penha e busca fortalecer a rede de proteção às vítimas, ampliando a presença policial e contribuindo para a redução dos casos de violência contra a mulher. A operação também pretende atuar na prevenção de crimes mais graves, incluindo os feminicídios. 

 De acordo com a corporação, o planejamento prevê atenção especial aos municípios que registram maior número de ocorrências envolvendo violência de gênero. Nessas localidades, o policiamento será intensificado por meio de ações de fiscalização e monitoramento das medidas judiciais em vigor, garantindo maior segurança às mulheres atendidas. 

 

Visitas prioritárias 

 Entre as principais atividades da operação estão as visitas diárias às vítimas acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. Além do efetivo especializado, policiais designados para reforçar a ação atuarão no atendimento das demandas consideradas prioritárias. O objetivo é assegurar respostas mais rápidas e ampliar a presença ostensiva junto às mulheres em situação de vulnerabilidade. 

 A tecnologia também passa a desempenhar papel importante na execução da operação. Uma ferramenta desenvolvida pela própria Brigada Militar passou a ser utilizada para otimizar os deslocamentos das equipes, permitindo a definição de rotas mais eficientes para os atendimentos. Com isso, as patrulhas conseguem ampliar o número de visitas realizadas durante o turno de serviço, alcançando um número maior de pessoas assistidas. 

 Segundo a instituição, a adoção do sistema contribui para tornar o trabalho mais ágil e eficaz, fortalecendo as ações preventivas e ampliando a cobertura dos serviços de proteção em diversas regiões do Estado.