Ex-secretário Anderson “Cuco” de Menezes foi preso preventivamente durante a operação realizada pela 2ª DP na Prefeitura créditos: Nilson Corrêa/JC

Na tarde desta sexta-feira, 29/5, o delegado Wellington Pinheiro, titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil, falou pela primeira vez sobre a investigação que resultou na deflagração da Operação Oppenheimer, realizada entre a quinta-feira, 28/5, e a sexta-feira, 29/5, em Uruguaiana, e que culminou na prisão do vereador licenciado e então secretário municipal de Esporte, Lazer e Inclusão, Anderson “Cuco” de Menezes (PP), além de outro investigado. Cuco foi preso na manhã de quinta-feira e sua exoneração do cargo foi anunciada pelo Poder Executivo no fim do dia, por meio de nota oficial assinada pelo procurador-geral do município, Glauber Ortiz.  

Conforme Pinheiro, o inquérito policial foi instaurado a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para apurar supostos crimes contra a administração pública, incluindo corrupção ativa, corrupção passiva, e de associação criminosa. Segundo ele, a investigação teve início há pouco mais de um mês, depois que um vereador apresentou uma notícia-crime. 

O Delegado conta que o parlamentar apresentou ao Ministério Público e posteriormente à Polícia Civil gravações de conversas atribuídas ao então Secretário. Nelas, segundo ele, haveria tratativas envolvendo propostas financeiras para que o vereador deixasse de fiscalizar contratados do transporte escolar no interior; desistisse de concorrer no próximo pleito; e votasse pela aprovação de contas de gestão do ex-prefeito Ronnie Mello (PP). As propostas teriam partido de ex-ocupantes de cargos de direção do Executivo municipal e de empresários locais que mantêm contratos com a Prefeitura. Durante o depoimento do vereador, a Polícia Civil também apreendeu R$5 mil que teriam sido entregues a ele como primeira parcela de um montante de R$50 mil. 

A PC informou ainda que foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Uruguaiana e Porto Alegre. Entre os materiais recolhidos estão aparelhos eletrônicos, documentos e valores em dinheiro. Segundo o Delegado, também foram solicitadas e deferidas medidas cautelares relacionadas à execução dos serviços públicos investigados, visando garantir a segurança dos usuários envolvidos nos contratos apurados.