A família de Mario da Rosa registrou uma ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Uruguaiana, no sábado, 5/9, após relatar dificuldades para conseguir a internação do paciente no Hospital Santa Casa de Uruguaiana (HSCU). A denúncia foi apresentada por Luce Mar da Rosa Abadie, filha de Mario, que procurou a Polícia Civil para relatar a situação.
Conforme consta no boletim de ocorrência, Mario foi encaminhado à Santa Casa para internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o relato de Luce, um funcionário da recepção teria informado à família que havia leitos, mas que a internação não poderia ser realizada naquele momento devido a uma questão burocrática relacionada ao sistema. Ainda de acordo com a comunicante, seria necessário aguardar a liberação do sistema após a alta de algum paciente.
No registro, Luce afirma que Mario permaneceu mais de 48 horas na área vermelha do hospital. Ela também relatou à Polícia Civil que a família não teria recebido informações sobre a situação de saúde do paciente durante o período de espera. A ocorrência foi registrada para que fossem buscadas providências junto à administração da instituição.
Santa Casa relata superlotação
Procurada pelo CIDADE, a gerente administrativa da Santa Casa, Taziane Maciel, informou que o hospital enfrenta um cenário de superlotação desde quarta-feira, 3/9, tanto no Pronto-Socorro quanto nas unidades de internação adulta.
Segundo ela, a instituição registra elevada ocupação dos leitos disponíveis e mantém pacientes aguardando transferência interna para unidades de internação. A situação, conforme a administração, está relacionada à alta demanda por atendimento, à necessidade de internação de pacientes com diferentes níveis de complexidade e à limitação de vagas para dar continuidade à assistência.
Taziane explica que o hospital realiza acompanhamento contínuo da ocupação e gerenciamento dos leitos. As internações, transferências e movimentações internas são definidas considerando a gravidade clínica, os critérios assistenciais, a disponibilidade de vagas e a segurança dos pacientes.
A gerente também reconhece que a manutenção da superlotação tem aumentado o tempo de permanência de pacientes no Pronto-Socorro, inclusive daqueles que já possuem indicação de internação e aguardam a disponibilização de um leito compatível com suas necessidades.
A Santa Casa afirma que está adotando medidas para garantir a continuidade do atendimento, priorizar os casos de maior gravidade e utilizar os leitos disponíveis de acordo com critérios técnicos e assistenciais. A instituição também solicita a colaboração dos demais serviços que integram a Rede de Atenção à Saúde diante do atual cenário de ocupação hospitalar.
Ainda conforme Taziane, a situação é monitorada de forma permanente e o hospital segue adotando as providências necessárias para restabelecer um fluxo assistencial considerado seguro e adequado.
O CIDADE tentou contato com Luce Mar da Rosa por meio do telefone informado no boletim de ocorrência, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


