Mulher investigada por participação no homicídio foi localizada em Barra do Quaraí Créditos: Helena Biasi/JC.

Foi presa na tarde desta quinta-feira, 28/5, uma mulher investigada por participação no homicídio que vitimou um homem durante a noite de Natal de 2025, em Uruguaiana. A suspeita foi localizada no interior de Barra do Quaraí durante ação da Polícia Civil, realizada por agentes da 1ª Delegacia de Polícia.

O crime ocorreu no bairro Jóquei Clube, em 25 de dezembro do ano passado. Na ocasião, a vítima foi encontrada decapitada e com marcas de tortura, em um caso que causou forte comoção pela extrema violência. Segundo as investigações, o assassinato teria sido motivado por desentendimentos entre os envolvidos. Laudos periciais também apontaram que a vítima ainda estaria viva no momento da decapitação.

Para esclarecer o caso, o Setor de Investigações da 1ª DP empregou técnicas de inteligência e análise de provas coletadas ao longo da apuração. Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão da suspeita, medida autorizada pela 1ª Vara Criminal. De acordo com o delegado titular da 1ª DP, Vinicius Seolin, após ser capturada, a mulher foi encaminhada à Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana, onde permanece à disposição da Justiça.

Primeira prisão em março

O primeiro suspeito de participação no crime, um homem de 23 anos, havia sido preso temporariamente no dia 27 de março. Conforme a Polícia Civil, ele também é apontado como autor do homicídio.

Na época, a investigação indicou que vítima e suspeito possuíam um histórico de conflitos, e que uma discussão entre ambos teria desencadeado o ataque. Depois da prisão, o homem foi encaminhado à Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana (Pmeu), onde segue recolhido.

Possíveis enquadramentos criminais

Casos envolvendo extrema violência podem ser enquadrados como homicídio qualificado, especialmente quando há indícios de crueldade ou motivação considerada torpe.

Além disso, conforme o andamento das investigações, outros crimes podem ser atribuídos aos envolvidos, como ocultação de cadáver e vilipêndio ao corpo da vítima. Somadas, as penas podem atingir o limite máximo previsto pela legislação penal brasileira.