A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira, 16/6, a Operação Delivery em Itaqui. A ofensiva teve como foco o combate a um grupo suspeito de atuar no tráfico de drogas por meio de um esquema de tele-entrega no município.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Itaqui e mobilizou 20 policiais civis para o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, três contra homens e um contra uma mulher, além de quatro ordens de busca e apreensão. Durante o trabalho policial, foram recolhidos veículos, aparelhos celulares, porções de drogas, anabolizantes e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.
As apurações começaram após a prisão em flagrante de um suspeito, em 18 de maio deste ano, durante a Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Fronteira. Na ocasião, o homem foi detido enquanto realizava a entrega de entorpecentes.
Segundo a investigação, o grupo mantinha um sistema de distribuição de drogas em funcionamento durante 24 horas por dia, utilizando o modelo de tele-entrega. Os policiais também identificaram que parte das entregas era realizada nas proximidades de instituições de ensino, o que reforçou a necessidade das medidas adotadas.
Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a expedição das prisões preventivas e dos mandados de busca. Os pedidos receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizados pelo Poder Judiciário.
O delegado Rodrigo Bobrzyk, responsável pela Delegacia de Polícia de Itaqui, ressaltou que a legislação atual prevê a perda de bens ligados ao tráfico de drogas, tanto aqueles adquiridos com recursos da atividade criminosa quanto os utilizados na prática dos delitos. “Tais bens podem ser destinados ao uso dos órgãos de segurança pública, contribuindo simultaneamente para a descapitalização das organizações criminosas e para o reaparelhamento das forças policiais no enfrentamento ao tráfico de drogas”, destacou o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Delivery provocou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 100 mil nas atividades do grupo investigado.


