Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Sul e em São Paulo; em Porto Alegre, diligências ocorreram sem prisões. Créditos: divulgação/PF.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 15/7, a Operação Fugazi para ampliar as investigações sobre um grupo empresarial suspeito de aplicar fraudes envolvendo contratos de empréstimo consignado e cartão de crédito consignado. De acordo com a apuração, as supostas irregularidades teriam causado prejuízos a servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Ao todo, agentes federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Mato Grosso, que também autorizou o bloqueio de bens, imóveis, veículos, valores e outros ativos financeiros ligados aos investigados.

Em contato com o CIDADE, a Polícia Federal informou que, no Rio Grande do Sul, as diligências ocorreram exclusivamente em Porto Alegre. Conforme a corporação, ninguém foi preso durante a operação no estado.

As investigações apontam que empresas vinculadas ao grupo investigado teriam oferecido aos consumidores contratos apresentados como cartão de crédito consignado. No entanto, segundo a PF, esses produtos funcionariam, na prática, como empréstimos consignados com taxas de juros elevadas e mecanismos que dificultariam a liquidação da dívida, favorecendo o aumento do saldo devedor ao longo do tempo.

Além das suspeitas de fraude contra consumidores, a investigação também apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e indícios de lavagem de dinheiro. Outros delitos poderão ser incluídos no inquérito caso novas evidências sejam identificadas durante o andamento das investigações.

Segundo a Polícia Federal, as medidas judiciais têm como objetivo reunir novas provas, rastrear a movimentação dos recursos financeiros e esclarecer o grau de participação de cada um dos investigados no esquema. O bloqueio patrimonial determinado pela Justiça busca preservar bens e valores enquanto as apurações prosseguem.