Um grave acidente de trânsito registrado na noite de domingo, 5/7, terminou com a morte de um suboficial do Exército Brasileiro na BR-290. A colisão frontal ocorreu no km 650 da rodovia, na região de Alegrete, e também deixou outras duas pessoas gravemente feridas.
Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu um Renault Kwid, com placas de Belo Horizonte (MG), e um Peugeot 206, emplacado em Alegrete. O motorista do Kwid morreu ainda no local. Já o passageiro do veículo e o condutor do Peugeot sofreram ferimentos graves e foram encaminhados à Santa Casa de Alegrete para atendimento médico.
A vítima fatal foi identificada como Marcelo Heitor Rodrigues de Souza, de 48 anos, natural de Itaqui e suboficial do Exército Brasileiro, lotado em Quaraí.
Segundo informações repassadas pelas equipes de resgate, o passageiro do Kwid apresentava dores na região do abdômen. Já o motorista do Peugeot ficou preso às ferragens, sendo necessária uma operação do Corpo de Bombeiros Militar para sua retirada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também atuou na ocorrência.
A perícia técnica, deslocada de Uruguaiana, chegou ao local durante a madrugada. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo da vítima foi removido. As circunstâncias que provocaram a colisão seguem sendo investigadas.
O 5º Regimento de Cavalaria Mecanizado (5º RC Mec), de Quaraí, divulgou uma nota oficial lamentando a morte do militar. “O 5º Regimento de Cavalaria Mecanizado manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do ST MEC AUTO Marcelo Heitor Rodrigues de Souza, ocorrido em decorrência de um acidente de trânsito. Neste momento de dor, o Regimento solidariza-se com os familiares, amigos e irmãos de farda, expressando as mais sinceras condolências e desejando força e conforto para enfrentar esta irreparável perda. Que Deus conforte os corações de todos os familiares e daqueles que compartilham este momento de luto.”
BR-290 mantém alto número de acidentes
O acidente registrado no domingo, 5, voltou a chamar a atenção para os índices de sinistros na BR-290. Considerada uma das principais rodovias federais do Rio Grande do Sul, a estrada é cenário recorrente de colisões frontais, saídas de pista e acidentes de grande gravidade.
Em busca de um panorama atualizado, o CIDADE entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal e obteve os dados do Relatório de Monitorização de Acidentes referente ao primeiro semestre de 2026.
De janeiro a junho deste ano, a BR-290 registrou 263 acidentes. Desse total, 50 foram classificados como graves, resultando em 53 pessoas com ferimentos graves. No mesmo período, a rodovia contabilizou 13 acidentes com mortes, que provocaram 14 vítimas fatais.
Os números evidenciam que, apesar das ações de fiscalização, a BR-290 continua apresentando elevado índice de ocorrências, especialmente em trechos de pista simples, onde ultrapassagens indevidas e colisões frontais costumam ter consequências mais severas.
Dados por município
Em Uruguaiana, foram contabilizados 14 acidentes entre janeiro e junho deste ano. O levantamento aponta três ocorrências em janeiro, duas em fevereiro, três em março, uma em abril, duas em maio, sendo uma delas considerada grave, com um ferido grave, e outras três em junho.
Já em Alegrete, município onde ocorreu o acidente deste domingo, a PRF registrou sete acidentes no primeiro semestre. Houve uma ocorrência em janeiro, outra em fevereiro, classificada como grave e com dois feridos graves, uma em março, duas em abril, uma em maio e uma em junho.
Na capital, Porto Alegre concentrou o maior volume de registros da rodovia. Foram 81 acidentes no período, distribuídos entre oito em janeiro, 16 em fevereiro, 16 em março, 16 em abril, 15 em maio e dez em junho. Somente entre março e maio, o trecho registrou cinco acidentes com mortes, que resultaram em cinco vítimas fatais.
Segundo a PRF, entre os fatores que mais contribuem para os acidentes na BR-290 estão o excesso de velocidade, a desatenção ao volante, as ultrapassagens em locais proibidos e o cansaço dos motoristas, que pode levar ao sono durante a condução. Além do comportamento dos condutores, as condições de alguns trechos da rodovia também são alvo frequente de críticas por parte de usuários.

