Outiva da uruguaianense foi solicitada pela deputada Luciana Genro, que acompanha o caso. Crédito: Carlos Bender/ALRS

Por solicitação da deputada Luciana Genro (PSOL), a ativista feminista e LGBTQIAPN+, Patrícia de Oliveira Rex, a Paty Rex, de 36 anos, foi ouvida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na manhã desta quarta-feira, 1ª/7. Paty, que concorreu a vice-prefeita no último pleito municipal, vem sendo vítima de ameaças e perseguição por meio de redes sociais.

O autor, Carlos Alberto Alves Chaves, é guarda municipal e está afastado do trabalho. Ele foi preso no último dia 21, por descumprir medidas protetivas concedidas em favor de outras vítimas, que o denunciaram por perseguição e violência psicológica. Alegando “problemas mentais”, ele foi internado no Hospital Santa Casa de Uruguaiana.

De acordo com Patrícia, as perseguições começaram em 2024, à época das eleições, com ataques políticos e ataques falando da aparência dela. Recentemente, ele chegou a publicar uma foto da vítima em suas redes sociais, seguidas de vídeos de cunho sexual. Em um deles, aparece tomando banho e se dirige a ela, com ameaças de que vai “transformar” o seu feminismo em machismo. Patrícia registrou ocorrencia policial por ameaça e mobilizou outras mulheres na cidade, que também têm sido vítimas de Chaves.

Patrícia participou da reunião da comissão por meio de videochamada. Na ocasião, relatou temer o homem seja posto em liberdade não somente por ela, mas também por familiares, especialmente considerado o ano eleitoral.

Paty solicitou providências à comissão, uma vez que se trata de homem agressivo e mesmo que a posse de arma de fogo tenha sido retirada, circula pela cidade exibindo a tornozeleira eletrônica que usa em razão de condenação anterior e segue ameaçando as mulheres.

Luciana Genro alertou para a gravidade da situação, em especial pelo padrão das ameaças. Ela oficiou a Delegacia de Polícia de Uruguaiana e a Delegacia de Crimes Cibernéticos, para que tomem as devidas providências. Essas ações serão acompanhadas pela Comissão da ALRS, que deverá levar a demanda também ao Ministério Público.