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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando o índice estava em 5,8%.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,6%, também houve melhora, com recuo de 0,3 ponto percentual. A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma queda de 503 mil trabalhadores, ou 8%, em relação ao trimestre anterior. Em um ano, o contingente diminuiu em 299 mil pessoas, recuo de 4,9%.

Enquanto o desemprego diminuiu, o total de pessoas trabalhando atingiu o maior patamar da série histórica da pesquisa. A população ocupada chegou a 103,3 milhões, com acréscimo de aproximadamente 1 milhão de pessoas em três meses, alta de 1%. No intervalo de um ano, foram incorporados 899 mil trabalhadores ao mercado. Com isso, o nível de ocupação alcançou 58,9% da população em idade de trabalhar, avanço de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

A força de trabalho, formada por ocupados e desempregados, também atingiu o maior nível da série, com 109,2 milhões de pessoas. O contingente cresceu 0,5% no trimestre e 0,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Subutilização em queda

Outro indicador acompanhado pela PNAD Contínua apresentou resultado favorável. A taxa composta de subutilização ficou em 13%, abaixo dos 13,8% registrados no trimestre anterior e dos 14,1% observados um ano antes. Em números absolutos, havia 14,9 milhões de pessoas subutilizadas no período analisado. O contingente recuou 819 mil pessoas em três meses e 1,2 milhão na comparação anual.

O número de trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, mas não conseguem, permaneceu praticamente estável no trimestre, em 4,2 milhões. Em relação ao ano anterior, entretanto, houve redução de 7,4%.

Também diminuiu o contingente de pessoas que desistiram de procurar emprego por falta de perspectiva. A população desalentada foi estimada em 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% em 12 meses.

Emprego formal

O mercado formal também registrou um dos maiores contingentes da série histórica. O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, permanecendo praticamente estável tanto na comparação trimestral quanto anual.

Já o número de trabalhadores do setor privado sem carteira assinada cresceu 3,6% no trimestre e alcançou 13,8 milhões de pessoas. Somados os trabalhadores formais e informais do setor privado, o contingente chegou a 53,2 milhões, também o maior da série.

O trabalho por conta própria permaneceu em torno de 26,1 milhões de pessoas, sem alteração significativa nas comparações trimestral e anual. Entre os trabalhadores domésticos, foram contabilizados 5,4 milhões, número estável no trimestre, mas 4,2% inferior ao registrado um ano antes.

Apesar da expansão do emprego, a taxa de informalidade apresentou leve aumento em relação ao trimestre anterior. O indicador ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre encerrado em abril, a taxa havia sido de 37,2%. Já no mesmo período de 2025, o índice estava em 37,8%.

Rendimento médio

O rendimento real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.762, permanecendo estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve crescimento de 3,3%.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde ao total recebido pelos trabalhadores, alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O resultado representa estabilidade no trimestre e crescimento de 4,1% em um ano.

Entre os setores de atividade, a construção civil foi o único a apresentar crescimento significativo da ocupação na comparação com o trimestre anterior, com alta de 5,1%, equivalente a mais 371 mil trabalhadores.

No intervalo de um ano, houve expansão da ocupação na Construção, em Transporte, armazenagem e correio e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. Já os serviços domésticos registraram retração de 4%.