Fios de aparelhos de ar-condicionado, canos de cobre e um botijão de gás foram levados; direção já registrou ocorrência. Créditos: divulgação.

A Escola Estadual de Ensino Fundamental República do Uruguai foi alvo de furto e vandalismo na manhã de segunda-feira, 10/8. Fios de aparelhos de ares-condicionados, canos de cobre e um botijão de gás foram levados da instituição. A situação foi percebida pela equipe quando os funcionários chegavam para iniciar as atividades.

A diretora da escola, Najoa Dinat Salem, relatou que uma funcionária percebeu os sinais de invasão enquanto a equipe abria o prédio. Segundo a gestora, o cadeado do espaço onde ficavam os botijões havia sido violado e um recipiente de 13 quilos foi levado. No pátio, também foram encontrados materiais deixados pelos autores.

“Todas as manhãs chego à escola às 7h15, junto com as funcionárias da limpeza, que possuem a chave da porta que dá acesso ao pátio. Enquanto eu estava abrindo minha sala e as demais dependências, uma delas me chamou para ver o que havia acontecido. O cadeado do espaço dos botijões estava arrombado e faltava um botijão de 13 quilos. O pátio estava cheio de embalagens dos canos de cobre, e os aparelhos de ar-condicionado das salas de aula haviam sido saqueados. Só não conseguiram retirar os equipamentos da minha sala e da secretaria”, relata.

A diretora afirma que o episódio causou tristeza e frustração, principalmente diante dos investimentos realizados recentemente para melhorar a estrutura oferecida aos estudantes. Segundo Najoa, a atual gestão iniciou os trabalhos no ano passado e, neste ano, adquiriu novos aparelhos de ar-condicionado e realizou adequações na instalação elétrica da escola.

“Foi uma tristeza muito grande, um sentimento difícil de explicar. A escola está totalmente organizada. Desde o início da nossa gestão, no ano passado, temos investido na estrutura. Neste ano, compramos novos aparelhos de ar-condicionado, revisamos as instalações existentes, fizemos correções e aumentamos a potência da rede elétrica para evitar que os equipamentos fossem danificados”, afirma.

A instituição atende cerca de 150 estudantes. A diretora explica que os recursos recebidos pela escola são calculados de acordo com o número de alunos, e não pelo tamanho da estrutura física. Mesmo diante das limitações financeiras, ela destaca que a gestão busca investir na qualificação dos ambientes utilizados pelos estudantes. “A gente procura investir na qualidade dos espaços pedagógicos e oferecer um ambiente adequado para as crianças. Temos salas de vídeo, informática, jogos, ciências e arte, todas climatizadas. A escola está limpa, organizada e bem cuidada. Por isso, ver tudo isso sendo danificado foi ainda mais doloroso, observa.

Ocorrência registrada

Após constatar o furto, a direção registrou uma ocorrência junto à Brigada Militar. Conforme Najoa, o documento deverá ser encaminhado à 10ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), nesta quarta-feira, 12/8, para formalizar os procedimentos administrativos e buscar recursos para a reposição dos materiais danificados ou levados. “Já registramos a ocorrência. Assim que eu estiver com o documento em mãos, vou encaminhá-lo à Coordenadoria para dar continuidade aos procedimentos e buscar os recursos necessários para a manutenção e reposição dos equipamentos”, explica.

Além do registro policial, a escola pretende reforçar o sistema de segurança. A diretora relata que o alarme existente atualmente é acionado apenas quando alguém entra nas salas, não abrangendo o pátio. Por isso, a instituição está realizando orçamentos para instalar câmeras de monitoramento. “O alarme é acionado quando alguém entra nas salas, mas não quando há movimentação no pátio. Por isso, estamos buscando orçamentos com empresas para instalar oito câmeras de vigilância e reforçar a segurança da escola”, afirma.

Para a diretora, o prejuízo vai além dos equipamentos retirados da escola, já que o espaço vinha recebendo investimentos voltados à melhoria das condições de ensino. Najoa afirma que a gestão pretende continuar trabalhando na estrutura da instituição até o fim do mandato, previsto para 2027. “A gente gostaria de investir ainda mais na escola, mas os recursos são limitados. Nossa gestão completa dois anos no final deste ano e temos até 2027 para concluir os trabalhos. Tudo o que fazemos é pensando nos alunos, desde a qualidade da merenda até as condições das salas de aula”, destaca.

A gestora também reforça que as melhorias realizadas têm como objetivo proporcionar melhores condições aos alunos. “Ficamos muito tristes porque todo o nosso trabalho é voltado para os alunos. Investimos na qualidade da merenda, das salas de aula e dos espaços pedagógicos. É muito difícil ver uma estrutura que foi construída com tanto cuidado ser danificada dessa maneira. Mesmo assim, vamos continuar trabalhando para oferecer o melhor ambiente possível para as crianças”, finaliza.

A reportagem do CIDADE entrou em contato com a Brigada Militar para verificar se algum suspeito havia sido localizado, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.