A Associação de Moradores e Amigos do Bairro São João promove, neste sábado, 22/8, das 14h às 17h, uma ação de cadastramento de moradores e coleta de demandas da comunidade. A atividade será realizada em frente ao Posto de Saúde da Estratégia de Saúde da Família (ESF) 6, e busca reunir informações que possam orientar futuras iniciativas sociais e o encaminhamento de reivindicações aos órgãos públicos.
Para participar, os moradores deverão apresentar documento de identificação com foto e comprovante de residência. Segundo a entidade, o cadastro também servirá de base para ações de distribuição de alimentos, agasalhos, materiais escolares e outras iniciativas voltadas às famílias do bairro.
Em entrevista ao CIDADE, o presidente da Associação, Kauê Camargo Santos, explicou que a mobilização pretende identificar moradores que possam necessitar de algum tipo de auxílio. Empossado em julho para o segundo mandato consecutivo, ele destaca que o levantamento permitirá organizar melhor as futuras ações da entidade.
“O cadastramento de amanhã será justamente para termos uma noção dos moradores que necessitam de algum auxílio da nossa diretoria. A partir disso, podemos tentar atender essas famílias vulneráveis, que precisam de doações de agasalhos e kits de alimentos, como já fizemos na nossa gestão anterior”, afirma. A intenção, porém, é ir além das ações de assistência. A associação trabalha na estruturação de atividades socioeducativas, esportivas e culturais para diferentes faixas etárias.
Entre as propostas estão cursos de artesanato, aulas de dança e teatro, além da formação de equipes de futebol. A participação nessas atividades também poderá integrar os moradores às futuras ações de apoio social. Para viabilizar a programação, a associação busca estabelecer parcerias com escolas, instituições religiosas, educandários e a escola de samba da comunidade. “Infelizmente, não temos uma sede própria e, por isso, utilizamos esses espaços parceiros para desenvolver nossas ações”, explica Kauê.
Além do trabalho social, a associação pretende funcionar como um canal entre os moradores e o poder público. Desde o início da nova gestão, foram realizadas cinco reuniões, sendo quatro internas e uma assembleia comunitária.
De acordo com o presidente, o encontro com os moradores teve como objetivo apresentar a nova diretoria, os respectivos cargos, o calendário de atividades e, principalmente, abrir espaço para que a população apresentasse suas necessidades.
Entre os assuntos que aparecem com maior frequência estão as condições das ruas sem pavimentação, patrolamento e colocação de cascalho. Também são encaminhadas solicitações relacionadas à iluminação pública, limpeza de áreas e retirada de resíduos. “A gente tem uma boa relação com o governo municipal no sentido de repassar as demandas que chegam até nós”, relata o presidente.
Kauê cita como exemplo uma ocorrência recente envolvendo o descarte de resíduos nas proximidades da Estação Ferroviária. A situação foi encaminhada à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) e, segundo ele, recebeu atendimento.
Para os próximos dias, a associação também pretende formalizar um pedido para que seja estabelecido um cronograma de recuperação das vias asfaltadas do bairro. “Uma das maiores demandas é o patrolamento e o encascalhamento das vias públicas que não possuem asfalto. Também vamos encaminhar um ofício solicitando um calendário para a operação tapa-buracos dentro do nosso bairro”, adianta.
A nova diretoria também elaborou uma programação de atividades comunitárias. Entre as ações previstas estão eventos destinados às crianças e às famílias, além das tradicionais celebrações do bairro. Recentemente, a associação promoveu o “São João do São João”, festa junina que integra o calendário da comunidade.
Para os próximos meses, estão sendo planejadas atividades alusivas ao Dia das Crianças e ao Natal, além de iniciativas para auxiliar na regularização documental da própria entidade. A associação também já realizou um varal solidário e um brechó com o objetivo de arrecadar recursos para estruturar o trabalho comunitário.
Busca por uma sede própria
Sem espaço físico próprio para atendimento, os integrantes da associação estão mobilizados para criar uma estrutura mínima que permita receber os moradores e organizar os projetos.
Segundo Kauê, a diretoria estuda a instalação provisória de uma sala na residência de um dos integrantes, enquanto busca recursos para, futuramente, contar com um local adequado. “Estamos montando um espaço, uma salinha na casa de um dos membros, para que possamos atender a comunidade de uma forma um pouco mais ampla”, conclui.
A ação deste sábado, portanto, representa também uma oportunidade para que os moradores do São João apresentem suas necessidades diretamente à entidade. Além de fornecer dados para as próximas iniciativas sociais, o cadastramento pretende fortalecer o contato entre a associação e as famílias do bairro.

