Às 21h09min desde domingo, 25/10, a eleição presidencial foi considerada matematicamente definida e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito para um quarto mandato à frente do Planalto. Lula somou 51,78% dos votos válidos enquanto Flávio Bolsonaro (PL) fez 48,22%.
Lula venceu de virada, a primeira da história das eleições presidenciais diretas no Brasil desde a redemocratização. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou 2 232 309 votos.
À noite, Lula afirmou que a vitória mostra que o país não aceita ser tratado como quintal de ninguém. Também prometeu mudar a forma de governar, ampliando a participação popular nas decisões. Sobre o Congresso, que sai das urnas mais à direita, disse que a escolha foi do eleitor e que trabalhará com os parlamentares eleitos.
Chefes de Estado parabenizaram o presidente, como a mexicana Claudia Sheinbaum e o paraguaio Santiago Peña.
Disputa acirrada
O segundo turno foi decidido por margem estreita, como as pesquisas indicavam. Ao longo da apuração, Flávio chegou a liderar, com 50,19% quando 40,23% das urnas estavam apuradas. A virada de Lula veio por volta das 20h30, com metade das urnas contadas.
No exterior, Lula liderava a contagem não oficial com 59,66% dos votos válidos em 54 países. Flávio venceu em países como os Estados Unidos, onde chegou a 65,7% com 314 das 358 seções apuradas.
Votação prorrogada
O dia eleitoral teve um episódio sem precedente. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país, após pedido da campanha de Lula, que apontou problemas no transporte de eleitores em alguns estados. A decisão valeu apenas para as urnas ainda abertas, e o TSE pausou a totalização até o fim do prazo. O Ministério Público Eleitoral havia se manifestado contra a extensão.
A campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado a ampliação do horário de votação, alegando que a ocorrencia de chuvas e temporais impediram eleitores de irem às urnas em alguns estados, inclusive no Rio Grande do Sul.
Especialistas avaliam que a medida pode gerar questionamentos judiciais.


