A opinião pública formada à meia-boca, por informações tendenciosas, acabou totalmente convencida que o mal do mundo é a agropecuária e seus algozes os produtores que estão acabando com a natureza. Essas afirmações não se apoiam em verdades que as leve à próxima esquina. Falando praticamente, com exemplos vivos e que estão disponíveis na própria existência da atividade rural, o que ocorre hoje na bela realidade do nosso campo, é a convivência com animais e plantas que são constantemente, erroneamente, citadas como extintos, mas usados para “enfeitar” acusações contra quem produz.
Os registros e exemplos desses perigosos enganos estão disponíveis à todos, vou citar apenas alguns que pude observar pessoalmente ou recebi de amigos e colegas.
– Os cardeais que antes andavam em duplas ou solitários, mas agora em bandos que enfeitam de vermelho os campos e instalações das propriedades. Eles tem sido vistos em toda a área rural, também as margens das rodovias e colorindo a cidade.
– Bandos de calhandras que foram registrados em muitos lugares, em toda região, entoando a beleza do seu canto.
– Jacarés, garças, colhereiros, tachãs, joão grandes, marrecas disputando as melhores condições oferecidas para sua alimentação as margens das lavouras e açudes.
– As capivaras, multiplicadas e formandos bandos, nas matas das estradas e rodovias, mas muitas à beira de açudes, sangas e arroios.
– Os cisnes de pescoço preto que não conhecia, mas ouvia que o “agro” havia destruído essa a nossa riqueza zoológica. Pude ver sua beleza há pouco tempo, a nadar tranquilamente em uma barragem, como desfilando em um concurso, exibindo garbosamente toda sua elegância. Realmente de parar para admirar.
– As emas que sim sofreram ataques de quem recolhia suas penas para fazer espanadores e ovos para um complemento alimentar que nunca foi muito bem explicado, mas que souberam superar esses desafios e hoje andam livremente em pequenos bandos exibindo aquela tranquilidade que inveja os mais afoitos, mostrando as obrigações do macho até para cuidar do ninho.
– Os veadinhos campeiros que haviam desaparecido e retornaram ao seu habitat predileto, o Cerro do Jarau, mas que tem sido vistos até bem longe de lá, expulsos por uma espécie de veados maiores e pelos famigerados javalis.
– Andorinhas e tesourinhas que decoravam os pátios das nossas casas, estâncias e granjas, que andavam meio sumidas, mas que retornaram com a elegância de seus trejeitos aéreos.
– Sorros, leões baios e lobos guará, engordam a lista dos salvados e reclamados e continuam a amedrontar pessoas desavisadas.
Esses são apenas alguns registros, tem muito mais.
Acho que vão concordar comigo que não é fácil aceitar e carregar essa carga de culpa, totalmente falsa, mas muito pior será, um dia, ter que agradecer e se desculpar com os autores dessa ressureição, verdadeira e, graças a Deus, muito presente.
Assim é a agropecuária e seus métodos de produção que deveriam estar sendo aplaudidos porque conseguem, muito bem, conviver com a vida e proteger a natureza.


