Professor Wesley Moraes orienta os alunos durante as aulas individuais realizadas na Praça do PEC. Crédito: divulgação/Secom PMU.

A música ganhou espaço entre as atividades de inclusão oferecidas às crianças atendidas pelo Projeto Movimento, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Inclusão (Smel). Desde 11 de agosto, a iniciativa conta com o “Violão em Movimento”, atividade que utiliza o contato com o instrumento e a musicalização como caminhos para aprendizagem, estímulo e desenvolvimento de crianças atípicas.

Realizadas na Praça do PEC, no bairro Rui Ramos, as aulas atendem atualmente cerca de 30 crianças que já integram o Projeto Movimento. A proposta é oferecer uma experiência individualizada, na qual cada participante possa aprender dentro do próprio ritmo e de acordo com suas características e potencialidades.

As aulas são conduzidas pelo professor de violão Wesley Moraes. Os atendimentos têm duração aproximada de 30 minutos e ocorrem individualmente, permitindo que o profissional adapte as atividades às necessidades apresentadas por cada criança.

Mais do que ensinar acordes e melodias, o projeto busca fazer da música uma ferramenta de desenvolvimento. Durante as atividades, são trabalhados aspectos como atenção, concentração, coordenação motora, percepção rítmica, autoestima e capacidade de expressão. “Com a inclusão das aulas de violão, a musicalização passa a ser mais uma possibilidade de aprendizado e desenvolvimento oferecida a essas crianças”, destaca o secretário municipal de Esporte, Lazer e Inclusão, Antonio Carlos Gomes, ao CIDADE.

Aprender no próprio ritmo

A metodologia adotada no “Violão em Movimento” prioriza o atendimento individual. Dessa maneira, cada criança dispõe de um espaço próprio para experimentar o instrumento, desenvolver habilidades e avançar conforme seu processo de aprendizagem.

A atividade integra uma série de ações já disponibilizadas pelo Projeto Movimento. Antes de ingressarem nas atividades, as crianças passam por cadastro e entrevista com os responsáveis, etapa que auxilia na identificação dos interesses e das possibilidades de participação em cada modalidade.

Além da musicalização, o projeto reúne atendimentos e práticas como psicopedagogia, psicomotricidade e fisioterapia. Segundo Gomes, outras iniciativas também fazem parte da proposta de ampliar as oportunidades de inclusão. “Temos várias outras atividades. Temos o Xadrez em Movimento, o hipismo de inclusão, a neuropsicopedagogia e o circuito de movimento psicomotor. São várias ações”, afirma o secretário.

Música como experiência

A escolha do violão amplia o leque de experiências oferecidas pelo projeto e aproxima as crianças de uma manifestação artística capaz de estimular diferentes sentidos. O contato com sons, ritmos e movimentos proporciona novas possibilidades de interação e aprendizado, enquanto o acompanhamento individual permite respeitar limites e potencialidades.

A atividade ocorre nas tardes de segunda a sexta-feira e também nas manhãs de terças e quintas-feiras. A organização dos horários considera o compartilhamento da sala com os atendimentos de psicologia realizados no espaço.

Com o “Violão em Movimento”, o Projeto Movimento amplia sua atuação para além das atividades físicas e terapêuticas, incorporando a música ao cotidiano das crianças atendidas. A proposta é criar novas oportunidades de participação, expressão e convivência, tendo a arte como uma das ferramentas para favorecer o desenvolvimento individual.