Boletim de ocorrência foi registrado, enquanto familiares percorrem possíveis trajetos e procuram imagens de câmeras de segurança. Créditos: divulgação.

O uruguaianense Antônio Chamorra da Rosa, de 58 anos, está desaparecido desde a manhã da última sexta-feira, 7/8. Conhecido como “Capincho”, ele trabalha como pedreiro e saiu da casa de uma filha, por volta das 9h, dizendo que retornaria para sua residência. Desde então, não foi mais visto.

Ao CIDADE, a sobrinha de Antônio, Renata da Rosa Dornelles, contou que o tio havia ido visitar a filha na quinta-feira, 6/8, e passou a noite na casa dela. Na manhã seguinte, ele deixou o endereço informando que iria para casa, mas não chegou ao destino.

Diante do desaparecimento, a família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia e passou a buscar informações que possam ajudar a esclarecer o paradeiro do homem.

Nesta quarta-feira, 12/8, familiares percorreram locais por onde Antônio poderia ter passado na tentativa de encontrar pistas sobre o trajeto feito por ele. A família também busca imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação dos últimos lugares onde ele esteve.

Nas redes sociais, familiares e amigos iniciaram uma mobilização para ampliar a divulgação do desaparecimento e conseguir informações que contribuam para a localização de Antônio. A família reforça que qualquer dado pode ser importante para as buscas.

“Se você tiver qualquer informação que possa ajudar a encontrá-lo, entre em contato. Qualquer ajuda é importante! Uruguaiana/RS. Informações: (55) 99617-6955 ou (55) 99720-5350. Compartilhe! Vamos ajudar a encontrá-lo. Qualquer informação pode fazer a diferença”, diz a publicação compartilhada pela família.

Informações sobre o paradeiro de Antônio podem ser repassadas pelos telefones disponibilizados pelos familiares.

Como agir em casos de desaparecimento

A Polícia Civil orienta que não é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, presencialmente ou pela internet, para que as autoridades possam iniciar as providências necessárias o quanto antes.

Entre as medidas que podem auxiliar nas buscas estão o contato com familiares e amigos, a verificação dos últimos locais frequentados pela pessoa desaparecida e a identificação das roupas utilizadas no momento em que ela foi vista pela última vez. Também é recomendado buscar informações com pessoas que tenham mantido contato recente com o desaparecido.

A orientação inclui ainda verificar redes sociais, procurar informações em hospitais e no Departamento Médico Legal (DML), além de reunir uma fotografia atualizada que possa ser utilizada para facilitar a identificação.

Em situações envolvendo crianças ou pessoas em condição de vulnerabilidade, informações adicionais, como capacidade de comunicação, locais que costumam frequentar e histórico de desaparecimentos anteriores, podem contribuir para as buscas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibiliza a cartilha “O Que Fazer Quando Alguém Desaparece?”, que reúne orientações para familiares e conhecidos. O material destaca a necessidade de agir rapidamente e seguir as instruções das autoridades responsáveis.

Também é recomendado ter cuidado ao divulgar informações, dando preferência aos contatos oficiais para evitar trotes, golpes ou o compartilhamento de dados falsos.

Telefones úteis

Os telefones úteis para o encaminhamento de informações são o 190, da Polícia Militar; o 191, da Polícia Rodoviária Federal (Sinal Desaparecidos); e o 100, do Disque Direitos Humanos. Os canais podem ser acionados para comunicar informações que possam auxiliar na localização de pessoas desaparecidas ou no encaminhamento de situações relacionadas à proteção de direitos.

Em Uruguaiana, o registro do desaparecimento e o atendimento aos familiares também podem ser realizados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), localizada na Avenida Presidente Vargas, 3905, no bairro Santana, com funcionamento 24 horas.