A Polícia Civil informou, nesta sexta-feira, 6/11, que a segunda fase da Operação Oppenheimer apura os crimes de fraude processual e coação no curso do processo, previstos, respectivamente, nos artigos 347 e 344 do Código Penal. A ação foi deflagrada na manhã de quinta-feira, 5/11, pela 2ª Delegacia de Polícia de Uruguaiana, com o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em diferentes bairros do município e na Secretaria Municipal de Governo (Segov).
No âmbito da investigação, a Justiça deferiu diversas medidas cautelares, entre elas o afastamento dos investigados dos cargos públicos que ocupam e a proibição do exercício de funções públicas, nos termos e limites da decisão judicial.
Na atual fase, sete pessoas são investigadas. Segundo a Polícia Civil, a Prefeitura colaborou com as equipes policiais e contribuiu para o cumprimento das ordens judiciais. As investigações seguem sob sigilo, e eventuais desdobramentos serão divulgados oportunamente.
Quem são os investigados
O CIDADE apurou que os alvos fa segunda fase da Operação Oppenheimer são o ex-secretário de Governo, Paulo Fossari, que já estava afastado do cargo desde a primeira fase da operação, em maio; o então secretário de Governo, Elton Mello; Melissa Colpo Mello, então secretária de Habitação; Maria Lúcia Dora Velo, então secretária adjunta de Governo; Jeferson “Guiga” Santiago Chaves, chefe de gabinete da Secretaria de Governo; Brenda Isabelly Silveira Machado, assessora em cargo de confiança, lotada no Gabinete do Prefeito, mas que atuava na Secretaria de Governo; e Daniele de Ávila Brazeiro, também ocupante de cargo de confiança, lotada na Secretaria Municipal de Educação.
Prefeitura desliga os envolvidos
Em comunicado oficial, a Prefeitura de Uruguaiana informou que todos os envolvidos na segunda fase da operação foram desligados de suas funções na tarde desta sexta-feira, por determinação do prefeito Carlos Delgado. O governo municipal afirmou que, com a medida, cumpre mais uma etapa de sua postura de transparência perante a comunidade.
Operação Oppenheimer
A primeira fase da operação teve início em maio, após um vereador denunciar uma suposta tentativa de corrupção. À época pré-candidato a deputado estadual, ele afirmou que lhe foram oferecidos R$ 50 mil para desistir da candidatura, se posicionar a favor da aprovação das contas da gestão do então prefeito e, num segundo momento, deixar de fiscalizar contratos do município com uma empresa de transporte escolar.


