Na tarde desta sexta-feira, 11/9, o Poder Executivo protocolou, na Câmara de Vereadores, um projeto de lei que visa prorrogar o projeto Saúde no Bairro no Inverno. A matéria quer postergar por mais 30 dias o funcionamento do terceiro turno das Estratégias Saúde da Família 7 (União das Vilas), 21 (Centro) e 22 (Cabo Luís Quevedo). Iniciado em junho, o projeto tem validade até o dia 25 de setembro. A iniciativa visa estender até o dia 25 de outubro, no mesmo formato que já está sendo realizado.
A matéria deverá ser aprovada com tranquilidade pelo Parlamento, que inclusive, aprovou nesta semana um projeto de indicação de autoria da vereadora Manoela Couto (PDT) para tornar o projeto permanente.
O projeto entra na pauta da sessão ordinária de terça-feira, 15/9, quando será votado o regime de tramitação da mateira. O Executivo pediu que a matéria seja apreciada em regime de urgência urgentíssima.
Saúde no Bairro do Inverno
A iniciativa ampliou o atendimento em três unidades de saúde, através da implantação de um terceiro turno, visando intensificar o suporte durante os meses de frio, quando há aumento do número de casos de agravos respiratórios, e desafogar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Pronto Socorro Municipal. Desde a implantação, o projeto se mostrou eficaz e eficiente.
As unidades beneficiadas com a medida são as Estratégias de Saúde da Família 7, na União das Vilas; ESF 21, no Centro; e ESF 22, no bairro Cabo Luís Quevedo, que passaram a funcionar das 18h às 22h de segunda a sexta-feira, inclusive em feriados.
A escolha dos postos de saúde, de acordo com o secretário Jose Luiz Saldanha, se deu pelo número de pessoas atendidas nessas unidades. À época da implantação, Saldanha também destacou os objetivos do projeto, e que ele está alinhado com a política adotada pela Secretaria. “Queremos reduzir as filas na UPA e no Pronto Socorro, especialmente na Área Amarela, e que as situações sejam resolvidas nos seus bairros”, disse. “Outro ponto é reduzir as internações que, às vezes, pela demora no atendimento, as pessoas acabam recorrendo ao hospital ou à UPA já num estágio mais avançado da doença. Então, a iniciativa é importante também para que casos leves não evoluam e não se transformem em situações de alta complexidade”, avaliou.
Outro ponto destacado pelo Secretário é que o paciente já deixa o atendimento com as medicações que fará uso. “É uma outra novidade nesse projeto, a distribuição de medicamentos, especialmente aqueles usados em síndromes gripais, pneumonias, bronquites e bronquiolites”, comenta.
Para viabilizar o projeto, o Poder Executivo contratou temporariamente 21 profissionais. São seis médicos; três enfermeiros; três técnicos de enfermagem; três farmacêuticos; três recepcionistas; e três auxiliares de higienização. Cada uma das equipes atenderá em uma das unidades selecionadas.

