Como eleitora, a cada dia fico mais preocupada e estarrecida com tantas informações e denúncias que transitam no nosso País. Precisamos estar atentos, saber selecionar e classificar as informações.
O caso envolvendo o Banco Master, as investigações, as relações entre pessoas e instituições e os debates que chegaram ao Supremo Tribunal Federal não podem ser tratados apenas como mais uma disputa política. Quando dinheiro, poder e interesses públicos se encontram, o cidadão precisa refletir e questionar.
Não estou aqui para condenar ninguém. Investigações existem para apurar responsabilidades, e todos têm direito à defesa e ao devido processo legal. Mas a democracia também significa transparência, e a transparência exige respostas.
Executivo, Legislativo e Judiciário são os Três Poderes da República. Cada um tem sua função e seus limites. Devem ser independentes, no entanto nenhum poder pode estar acima da Constituição ou livre da fiscalização da sociedade. É necessário entender que confiar nas instituições não significa deixar de questioná-las.
Nesse ano de eleições, os acontecimentos como o caso Banco Master serão e já estão sendo utilizados no discurso político e transformados em armas eleitorais tentando induzir e conquistar o voto do cidadão. Mas é necessário separar fato de opinião, prova de acusação e informação de propaganda.
Isso tudo é muito difícil em razão também, do poder da inteligência artificial, que se manifesta por vídeos, fotografias e vozes podendo manipular de maneira tão sofisticada, tornando verdadeiro o que não é. Uma mentira compartilhada milhares de vezes pode influenciar uma eleição.
Nesse sentido, como já escrevi no artigo anterior, referente fake news e deepfakes, antes de compartilhar uma informação, é importante analisar: quem publicou? Qual é a fonte? Existe confirmação? Outros veículos confiáveis divulgaram? É fato ou interpretação?
O eleitor também precisa olhar para a trajetória dos candidatos, seus vínculos ou não em escândalos como Banco Master, a ideologia partidária para entender suas propostas (está cadastrada no TSE), suas alianças, atitudes e, principalmente, sua coerência. O voto não pode ser movido pelo ódio, pelo medo ou por uma mensagem recebida no celular.
Somos cidadãos que precisamos estar conscientes, participando e fiscalizando os Três Poderes, os políticos e candidatos em nome da Democracia, da transparência e da ética, porque os governos passam, os políticos podemos manter ou não no poder por meio do voto, mas um Estado Democrático necessita permanecer forte e depende de nós.
Espero que a cada dia a sociedade desconfie das campanhas eleitorais, acompanhe as denúncias, investigações, escândalos de casos como do Banco Master e busque maiores informações para tentar realizar uma escolha pela verdade, pela responsabilidade e pelo futuro do Brasil.


