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Seca Agrava situação das lavouras e impacta produção na Fronteira Oeste

Reprodução imagem ilustrativa - fireção ilustrativa - As perdas nas lavouras implantadas em dezembro e janeiro chegaram a 60%.

A falta de chuvas em março agravou ainda mais o quadro das lavouras na Fronteira Oeste, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/Ascar desta semana. As estimativas de perdas crescem, o que afeta os cultivos de implantação mais tardia. Em Maçambará, 15% da colheita foi realizada, com rendimentos extremamente baixos, não ultrapassando 720 kg por hectare. 

Em Manoel Viana, a colheita atingiu 10%, com produtividades variando entre 500 kg/ha e 1.200 kg/ha. As perdas nas lavouras implantadas em dezembro e janeiro chegaram a 60%. Em São Borja, a situação é semelhante, com perdas estimadas em 55%. Em algumas áreas, o baixo potencial produtivo torna a colheita economicamente inviável. 

  • Bovinos de Corte 

Apesar da escassez de chuvas, que impactou a oferta de forragem, os rebanhos de bovinos de corte da região apresentam bom estado corporal, e os terneiros continuam se desenvolvendo bem. Os índices reprodutivos seguem positivos, e os preparativos para diagnósticos de gestação e início dos desmames estão em andamento.  

Contudo, as infestações de ectoparasitos, como os carrapatos, continuam a ser um desafio. Na Fronteira Oeste a temporada reprodutiva está sendo concluída, e a comercialização de vacas vazias e touros de descarte já começou. Em relação ao controle sanitário, foi observado um número reduzido de carrapatos em comparação a anos anteriores. 

O levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar, entre 21 e 27 de março, mostrou uma leve queda no preço do boi, que passou de R$ 10,89 para R$ 10,80 o kg vivo, representando uma redução de 0,83%. No caso da vaca para abate, o preço também registrou queda de 0,72%, passando de R$ 9,72 para R$ 9,65 o kg vivo.  

  • Leite e Ovinocultura 

Na produção de leite, a situação segue estável na região, favorecida pelo clima mais ameno e pelo uso de silagem e feno nas propriedades mais preparadas. As pastagens de verão implantadas tardiamente também têm proporcionado uma oferta adequada de forragem. 

Na ovinocultura, o tempo seco e a limitada altura das pastagens têm ajudado no controle sanitário, mas os produtores continuam adotando medidas preventivas contra verminoses e piolhos, garantindo a saúde do rebanho. 

A seca persiste como um desafio para a agricultura e a pecuária na Fronteira Oeste, exigindo esforços contínuos dos produtores para minimizar os impactos e garantir a produtividade nas propriedades. 


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