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Ricardo Peró Job

Luzes & Sombras: Desperdício

Durante todo o seu governo, Jair Bolsonaro gastou cerca de R$ 2,5 bilhões em contratos de publicidade para os órgãos federais. Já “Lula”, o “Pai dos Pobres”, este ano deverá alcançar R$ 3,5 bilhões após a conclusão das licitações abertas para as agências de propaganda.

Inflação

A taxa de inflação acumulada em 12 meses voltou a subir, atingindo 5,06%. No mês de fevereiro, a inflação foi de 1,31%, a maior para o período desde 2003. Em doze meses, a alta sobre os alimentos atingiu 7,2%. A pré-escola ficou 7,02% mais cara, o ensino fundamental ficou 7,51% e o fundamental 7,27%. A energia elétrica residencial subiu 16,80% em fevereiro.

Enxugando gelo

O governo federal zerou o imposto de importação para aumentar a oferta de alguns alimentos. O problema é que o Brasil é o maior produtor mundial de vários deles. O governo também esqueceu que a maioria destes produtos já tem imposto zero para a importação de países do Mercosul, grandes produtores de alguns deles. Finge não saber que o problema não está na oferta dos alimentos. Qualquer pessoa com fragmentos de economia sabe que, na realidade, a causa está na demanda dos mesmos.

Gastança

Segundo a Controladoria Geral da União, os gastos do governo de Luiz Inácio da Silva já superaram os de Jair Bolsonaro em seus quatro anos de governo. Da posse de Lula em 2023 a este início de 2005, as despesas já chegaram a R$ 4,58 bilhões, contra os R$ 4 bilhões do ex-presidente em todo o seu mandato.

Tudo para os amigos

Ministério da Cultura teve de paralisar as atividades e o bloquear os recursos do Comitê de Cultura do Amazonas após as denúncias de irregularidades publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo. O CCA faz parte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que vem beneficiando militantes do PT nos Estados e até mesmo ONGs ligadas a servidores do ministério. O programa, uma promessa de campanha do presidente “Lula”, uma das principais iniciativas do Ministério da Cultura do governo, custará R$ 58,8 milhões em dois anos. Tais verbas serão distribuídas para os comitês de todos os Estados da Federação. Em cada Estado, uma ONG foi selecionada para coordenar o comitê. No Amazonas a farra com dinheiro público é coordenada por uma ONG criada pela secretária nacional de Mulheres do PT, Anne Moura. Anne, que foi uma das fundadoras da ONG, foi gravada durante uma reunião do órgão pressionando um ex-aliado que liderava a entidade a colocar a estrutura para funcionar em benefício do seu projeto eleitoral. Na gravação, a secretária do PT diz que ouviu da secretária Roberta Martins, do Ministério da Cultura, que os comitês montados pelo governo nos Estados tinham que ajudar nas campanhas eleitorais do partido. Embora Anne não tenha cargo na ONG, a entidade é controlada por ela, candidata derrotada a vereança pelo PT em Manaus nas últimas eleições. A secretária do PT participa das atividades, tem conteúdos republicados pela página oficial da entidade e mantém seus antigos cabos eleitorais no comando da instituição. Na gravação da conversa com o ex-aliado, revelada pelo jornal, ela reclama da participação de uma adversária eleitoral em atividade do comitê de cultura e diz que os contemplados pela política pública precisam ser “artistas parceiros” e “combinados politicamente”.

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