URUGUAIANA JN PREVISÃO

Rubens Montardo Junior

Alternativas de Poder

No próximo ano teremos eleição presidencial, para governadores de Estado, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e estaduais. Com o acirramento dos ânimos e radicalização entre bolsonaristas e lulistas, poderemos ter espaço para abertura de uma alternativa que seja identificada com o centro. Diante deste contexto, a imprensa nacional noticiou que seguem as tratativas para que se reúnam em uma única sigla alguns partidos. Ainda, não foi definida a forma, se será uma federação, fusão ou incorporação. A cúpula tucana, por exemplo, trata do assunto com o Podemos e o Solidariedade. Em outra mesa de negociação, reúnem-se com o PSD, de Gilberto Kassab, o Cidadania e o MDB.

Centro

Inelegível, por enquanto, para o pleito de 2026, alguns seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro apostam suas fichas na eleição de Tarcísio de Freitas ao Palácio do Planalto. Governador de São Paulo, em primeiro mandato e com bons índices de aprovação, Tarcísio poderia ser candidato por uma ampla coligação, com forte base em partidos de direita e de centro. Outro nome apontado dentro deste espectro político é de Eduardo Leite, cacifado pelo fato de ser o único governador reeleito no Rio Grande do Sul e ter sido vereador e prefeito de Pelotas, portanto, tem experiência administrativa e também conta com bons índices de aprovação. Ambos seriam novidade na disputa presidencial.   

Lula

Luiz Inácio Lula da Silva poderá desistir de ser candidato em 2026? Entendo que esta decisão será embasada nas pesquisas de avaliação de seu governo lá por março ou abril do ano que vem. Sabemos que a economia pode alavancar ou derrubar um candidato. Já cumpriu dois mandatos no Planalto. Colocou Dilma como candidata e ela, que nunca foi nem vereadora, ancorada na popularidade do padrinho, venceu o pleito. Após, ajudou a reeleger Dilma. Retornou a arena política e foi eleito Presidente em 2022, para um terceiro mandato. Em 2026, creio que o fator idade poderá pesar em suas decisões eleitorais. Mas, outro grande dilema é que o PT, esquerda ou centro esquerda, não tem um nome de expressão no cenário nacional, o que pode praticamente obrigar Lula a concorrer novamente.

Urnas

O engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, se manifestou formalmente sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República no inquérito do golpe de Estado. Em documento protocolado no STF, disse que nunca citou fraude nas urnas eletrônicas. Em 2022, o PL contratou o Instituto para questionar as urnas eletrônicas e fundamentar os ataques ao sistema eleitoral. O parecer apontou, sem nenhuma evidência, que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas. Assim, Rocha foi um dos 34 denunciados pela PGR no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. Após Lula ter sido eleito presidente, o engenheiro, ao lado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apresentou uma "auditoria" do sistema eleitoral em uma coletiva de imprensa. Na manifestação enviada ao STF, a defesa de Rocha diz que ele e o instituto nunca mencionaram a palavra fraude. Defesa também alega que o "uso político" do parecer feito pelo engenheiro é de responsabilidade apenas do PL. Afirma que o trabalho do IVL foi limitado ao escopo de fiscalização contratado pelo PL e seguiu todas as etapas previstas no contrato, e que qualquer uso político dos documentos extrapolaria a responsabilidade de Carlos Rocha e recairia exclusivamente sobre o contratante. Agora, a defesa quer a absolvição do engenheiro e rejeição da denúncia. Veremos!

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