Rubens Montardo Junior
A invasão dos javalis

Um problema que vem se agravando e merece receber uma atenção especial dos órgãos governamentais é a proliferação de javalis no Rio Grande do Sul, trazendo prejuízos aos plantadores e criadores gaúchos. Infelizmente, o javali foi trazido da Europa para o Brasil e para o Estado. Trata-se de uma espécie exótica que tornou-se invasora. Eles multiplicam-se rápido. A gestação de uma fêmea de javali dura, aproximadamente, quatro meses e suas ninhadas médias são de 10 filhotes mas podem chegar a impressionantes 25 crias de uma vez. A expansão da população da espécie no Rio Grande do Sul e em território nacional é um problema que vem aumentando com o tempo, sem uma solução efetiva ou a adoção de medidas de controle eficazes. Ainda, a ausência de predadores naturais faz com que os prejuízos econômicos ultrapassem as cercas das propriedades rurais, com danos significativos às lavouras e criações, com a morte de filhotes de ovelhas, novilhos e capivaras.
Além disso, o animal exótico representa um alto risco sanitário e uma ameaça permanente à manutenção da fauna nativa. Por conta desse cenário é muito difícil dimensionar a população de javalis e javaporcos no Rio Grande do Sul e no restante do Brasil, mesmo com a representatividade de problemas econômicos (entre as quais a destruição de propriedades rurais e, busca de alimento) e de biodiversidade que eles causam. Outro problema que a espécie exótica traz é que os javalis são um reservatório de doenças, entre elas a sarna e a raiva – uma zoonose que pode ser transmitida entre animais e o homem e vice-versa. O único método realmente eficiente (no controle populacional) é a caça. Apesar da falta de mapeamento oficial, mais de 1,2 milhão de javalis foram abatidos nos estados brasileiros nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Manuela
A jornalista, ex-vereadora e ex-deputada estadual e federal, recordista de votos, Manuela D’Ávila, foi convidada oficialmente para se filiar ao PSOL. Manuela se desfiliou do PCdoB no ano passado. Se rumar para uma nova sigla, poderá ser candidata a deputada estadual em 2026.
Reconstrução
O Governo do RS poderá arrecadar R$ 1 bilhão em 2025 com o Refaz Reconstrução, programa de renegociação de dívidas relativas ao ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que contempla dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2024, com desconto máximo de até 95% em juros e multas. Pela estimativa governamental, os setores calçadista, metalmecânico e de vestuário serão os grandes beneficiados.
Federação
Dirigentes de dois partidos avançam nas negociações para formação de uma federação, integrada pelo PP/Progressistas e o União Brasil (Fundado em 2022 pela fusão do PSL com o DEM). Se concretizada, terá a maior bancada de deputados federais, com 109 integrantes, superando a do Partido Liberal (PL), que tem 92 parlamentares.
Siglas
Também, o PSD, Solidariedade, Cidadania, MDB, PSDB e Republicanos, estudam a possibilidade de fusão, federação, união ou incorporação visando o pleito de 2026, para escaparem das cláusulas de barreira e evitarem a perda de recursos do fundo eleitoral.
Planalto
Se Lula não concorrer em 2026, dirigentes petistas já apontam três nomes como possíveis candidatos da situação: os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Camilo Santana (Educação); e o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
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