Polícia Civil
Operação Gol de Placa visa mira responsáveis por briga generalizada

Divulgação/PCRS imagem ilustrativa - fireção ilustrativa - Um torcedor foi espancado com socos e um capacete mesmo após cair desacordado no gramado, e o caso agora é tratado como tentativa de homicídio qualificado
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 4/4, a Operação Gol de Placa. A ação é resultado da investigação que apurou uma violenta briga generalizada ocorrida durante o jogo da final da Liga Amadora de Futebol 2025, no dia 9 de fevereiro, no estádio Ferro Carril.
O confronto entre torcedores, jogadores e membros da comissão técnica terminou em pancadaria, invasão de campo e cenas brutais — entre elas, o espancamento de um torcedor já inconsciente, que foi tratado pela polícia como tentativa de homicídio qualificado. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Wellington Pinheiro, mais de 1,2 mil pessoas estavam no local. No meio do caos, um guarda municipal perdeu a arma de fogo que portava. A conduta dele é alvo de sindicância interna da Prefeitura de Uruguaiana.
Comandada por Pinheiro, que é titular da 2ª Delegacia de Polícia, a operação mobilizou 70 policiais civis e resultou no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Uma quarta pessoa também foi presa, em flagrante delito, pela posse de uma arma de fogo.
Os crimes investigados incluem porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito, tentativa de homicídio, associação criminosa e incitação à violência em evento esportivo, com base na Lei Geral do Esporte.
Além dos mandados, foram deferidas ainda medidas cautelares diversas e prisão para os 13 envolvidos, entre eles um guarda municipal, que não estava de serviço no dia do jogo e se envolveu briga. No meio da confusão, a arma do guarda, que estava em sua cintura, caiu ao chão e foi recolhida por terceiros.
Todos os 13 envolvidos estão proibidos de frequentar arenas esportivas, shows, bares e locais de aglomeração. Todos devem manter distância mínima de um quilômetro desses espaços e, no caso do guarda municipal, foi deferida também a suspensão do direito de portar arma de fogo.
Sindicância
Segundo o secretário de Segurança e Trânsito, José Clemente, um relatório detalhado foi elaborado imediatamente após os fatos. “Eu estava no estádio, coordenando todo o trabalho de segurança. Fizemos um relatório passo a passo de todos os incidentes, identificando todas as pessoas, inclusive o agente da Guarda Municipal. Esse relatório foi encaminhado à Corregedoria e também à Polícia Civil”, afirmou.
Questionado sobre o andamento da sindicância contra o servidor, Clemente se limitou a informar que o processo está sob responsabilidade da Corregedoria da Guarda, vinculada diretamente ao Gabinete do Prefeito. Diante de perguntas sobre a conclusão da sindicância, seu resultado ou previsão de prazo, ele se esquivou das respostas, orientando que o contato fosse feito com o corregedor Álvaro Quevedo.
Quevedo, no entanto, não atendeu ou retornou à reportagem até o fechamento desta edição.
Deixe seu comentário