Índices de Violência Contra Mulher
Indicadores criminais relacionados a violência doméstica aumentaram

Freepik imagem ilustrativa - fireção ilustrativa - Os casos de lesões corporais, violações e ameaças contra mulheres aumentaram significativamente em Uruguaiana, segundo dados do Governo do Estado.
Os indicadores criminais mensalmente divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul apontaram que Uruguaiana teve um aumento em três dos cinco índices relacionados a violência doméstica monitorados pela pasta.
No mês de fevereiro, houve aumento significativo nas ocorrências de lesões corporais e estupros contra mulheres na comparação com fevereiro de 2024. Neste ano também foi registrado um feminicídio, enquanto o ano passado não registrou nenhum assassinato relacionado a gênero.
A SSP monitora cinco índices: lesão corporal, ameaça, estupro, feminicídio e tentativa de feminicídio. Neste mês de fevereiro foram registrados dois casos de estupro, enquanto no ano passado não houve ocorrências dessa natureza. Também houve aumento no número de registros de lesões corporais, que passaram de 16, para 25 neste ano.
Já no que diz respeito aos crimes de ameaça, houve redução. Neste mês de fevereiro foram registradas 27 ocorrências dessa natureza, enquanto no mesmo período do ano passado, foram 39 queixas.
No caso das tentativas de feminicídio, o índice se manteve estável, sem nenhum, registro.
Maior busca
No caso da violência doméstica, o aumento no número de ocorrências registradas não é capaz de apontar, isoladamente, que houve aumento nos crimes, como explica a delegada de Polícia Civil, Caroline Huber, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). “Ocasionalmente não se torna algo ruim possuir um número maior de ocorrências, pois isso pode significar que as vítimas estão buscando a ajuda que precisam. O que acontece, é que às vezes os casos ocorrem, mas não são registrados, é o que chamamos de subnotificação”, explica. Nesse sentido, o aumento pode refletir um maior engajamento das vítimas e da sociedade na busca por proteção e justiça.
No entanto, a necessidade de ampliação para a assistência às vítimas, como o fortalecimento de políticas públicas para prevenção e punição dos agressores, é essencial para que os números diminuam no decorrer do ano. O combate à violência contra a mulher deve ser uma prioridade para garantir a segurança e os direitos das cidadãs de Uruguaiana e de todo o estado do Rio Grande do Sul.
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