Falta de energia
Unipampa enviará informações sobre perdas ao Procon

Desde o temporal que atingiu Uruguaiana, na segunda-feira passada, 11/1, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) enfrenta problemas no fornecimento de energia elétrica. A falta de abastecimento impede o pleno funcionamento do Hospital Universitário Veterinário e dos laboratórios da Unidade - que abrigam geladeiras, freezers e ultra freezers - necessários para o andamento de pesquisas e atividades de ensino.
De 11 a 13 de janeiro, a falta de fornecimento ocorreu devido a problemas na rede da concessionária de energia elétrica no município. A gestão do Campus Uruguaiana comunicou à concessionária, por telefone, a falta de energia logo do ocorrido; sem solução, o registro da interrupção do fornecimento foi realizado presencialmente na terça-feira, 12, e, somente no dia seguinte, o abastecimento foi restabelecido. No entanto, após a regularização do fornecimento de energia, a Unidade Universitária detectou um fusível queimado na sua subestação. Segundo o coordenador administrativo em exercício no Campus Uruguaiana, Ivan de Freitas, por se tratar de uma peça muito específica, não foi possível adquirir o fusível a pronta-entrega. A peça foi encomendada e chegou ao campus no sábado, 16/1. Em função da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Unidade, neste domingo, 17/1, a reposição do fusível foi programada para esta segunda-feira, 18/1.
Devido ao desabastecimento de energia, servidores e discentes realizaram uma força-tarefa para que os materiais utilizados nas pesquisas não se perdessem, já que muitos são sensíveis à temperatura e precisam estar armazenados adequadamente em geladeiras, freezers ou ultra freezers. Além disso, algumas pesquisas são realizadas no Biotério, que precisa da energia para seu funcionamento. Conforme Freitas, há também os animais utilizados nas práticas de ensino, tais como: peixes, ovinos, bovinos e equinos. "Para o abastecimento de água, precisamos ligar as nossas bombas nos poços", explica o coordenador em exercício, sobre a necessidade da energia.
Após as dificuldades iniciais de contato e atendimento por parte da concessionária, a Unipampa foi procurada pelos coordenadores que se disponibilizaram a, em situações futuras, dar um atendimento prioritário à Universidade.
A Unipampa esclarece que enviará uma notificação ao Procon da cidade com as informações referentes às perdas. A Universidade informa ainda que está iniciando um projeto para a realização de Plano de Contingência, estudando-se a possibilidade do uso de geradores que a Unipampa já possui ou a aquisição de novos. O reitor da Unipampa, Roberlaine Ribeiro Jorge, afirma: "Tomaremos medidas administrativas para cobrar da concessionária e, também, providências internas para evitar que ocorra novamente".
Perdas
Em contato com a Assessoria de Comunicação Social (ACS) da universidade, nossa redação foi informada das perdas ocorridas. O Programa de Pós-Graduação em Bioquímica informou que perdeu tudo que tinha no Laboratório; reagentes Sigma no valor estimado de R$ 60 mil; kits de análises bioquímicas e, principalmente, amostras de experimentos com animais e humanos com valor incalculável, pois demandaram cerca de quatro a seis anos para serem conduzidos, adquiridos e processados. Em outro laboratório, a perda de reagentes de biologia molecular é estimada em R$ 80 mil. Além disso, foram perdidas amostras de DNA e RNA humanos que estavam sendo coletadas e processadas a cerca de seis anos, com valor incalculável. Acadêmicos de mestrado e doutorado, que têm prazo para suas defesas, terão dificuldades para terminar seus trabalhos, entre várias outras perdas.
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