Rubens Montardo Junior
Nova radiografia da Educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira, dia 26/02, em Porto Alegre, os dados referentes ao Censo Demográfico 2022: Educação: Resultados Preliminares da Amostra. De acordo com o Censo Demográfico a proporção de pessoas que tinham nível superior completo cresceu 2,7 vezes entre as pessoas com 25 anos ou mais de idade, saltando de 6,8% para 18,4%. Analisando os resultados, é possível perceber que o aumento da proporção de pessoas com nível superior ocorreu para todos os grupos de cor ou raça. Outro ponto em foco desta divulgação é referente à frequência escolar. Segundo o Censo, a frequência escolar cresceu nos grupos etários até os 17 anos.
Para as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar bruta saltou de 9,4% para 33,9%. Na faixa de 4 a 5 anos, a frequência subiu de 51,4% para 86,7%. No grupo de 6 a 14 anos, próximo da universalização, a taxa foi dos 93,1% aos 98,3%. Na faixa de 15 a 17 anos, a frequência subiu de 77,4% para 85,3%, tudo isso entre os anos de 2000 e 2022. Ainda, de 2000 a 2022, na população do país com 25 anos ou mais de idade, a proporção dos que tinham nível superior completo cresceu 2,7 vezes: de 6,8% para 18,4%. Nesse período, o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 63,2% para 35,2%.
De 2000 a 2022, a frequência escolar cresceu nos grupos etários até os 17 anos. Para as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar bruta saltou de 9,4% para 33,9%. Na faixa de 4 a 5 anos, a frequência subiu de 51,4% para 86,7%. No grupo de 6 a 14 anos, próximo da universalização, a taxa foi dos 93,1% aos 98,3%. Na faixa de 15 a 17 anos, a frequência subiu de 77,4% para 85,3%. O único grupo com recuo na frequência escolar foi o dos 18 aos 24 anos: 31,3% em 2000 e 27,7% em 2022, devido à redução da parcela desses jovens no ensino médio ou em níveis anteriores.
Coqueluche
O número de casos de coqueluche aumentou mais de 1.000% apenas em 2024, em comparação com o ano anterior, no Brasil. A maior parte dos registros está nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, segundo dados do Ministério da Saúde. Só na capital paulista, a alta foi de 3.436% em relação a 2023, segundo boletim da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-SP).
A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Ela causa sintomas como crises de tosse seca, além de febre, mal-estar geral, coriza e, em alguns casos, vômitos e dificuldade para respirar.
A transmissão da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas pela tosse, espirro e fala, segundo o Ministério da Saúde. Em alguns casos, o contágio pode acontecer por meio de objetos contaminados com secreções de pessoas doentes, mas é menos frequente.
O período de incubação da bactéria, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer desde o momento da infecção, é de, em média, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias. Segundo a infectologista Rosana Richtmann, um dos principais fatores para esse aumento é a queda da cobertura vacinal. Toda vez que temos uma redução na cobertura vacinal em uma doença com alta contagiosidade, acabamos tendo bolsões de pessoas suscetíveis e que acabaram não fazendo o reforço na vacinação.
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