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Conheça o calendário de vacinação para quem tem mais de 60 anos

imagem ilustrativa - fireção ilustrativa - Confirma quais são as vacinas importantes para esta faixa etária e onde encontrá-las

Normalmente nos preocupamos com o calendário vacinal quando temos crianças em casa. Quando se fala em adultos, as únicas vacinas que costumam chamar a atenção é o imunizante contra a gripe e, mais recentemente, a vacina contra a covid-19. No entanto, existe um esquema de imunização específico para outras etapas da vida.

Quem passou dos 60 anos, por exemplo, tem vacinas importantes para tomar, porém, segundo a Sociedade Brasileira Geriatria Gerontologia (SBGG), muitas famílias não fazem ideia disso.

O presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), médico Juarez Cunha, diz que culturalmente, a população tem a ideia de que as vacinas são só para crianças e, infelizmente, se já vemos uma baixa cobertura vacinal na infância, em outras idades isso é menor ainda, sobretudo por causa de desconhecimento.

Ainda de acordo com o médico, todas essas vacinas têm motivo para serem recomendadas para além da infância. Ou seja, dependendo do momento da vida, há risco especial de encarar determinadas doenças preveníveis por imunizantes. Confirma as vacinas indicadas para quem tem 60 anos ou mais.

Pneumocócicas

Protegem contra diferentes tipos da bactéria pneumococo, responsável por infecções nos pulmões e ouvidos e por meningite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia pneumocócica é uma das principais causas de internações e morte entre indivíduos que passaram dos 60 anos

Entre as vacinas indicadas, estão a VPC13, que atua contra 13 sorotipos da bactéria, e a VPP23, que mira em 23 sorotipos. Enquanto a primeira proporciona uma proteção mais prolongada, a segunda precisaria de reforço. Por isso, para um maior benefício, o conselho é tomar ambas.

A SBIm indica começar com uma dose da VPC13. Depois de seis a 12 meses, recomenda-se tomar uma dose da VPP23. Em cinco anos, deve-se buscar a segunda dose de VPP23.

A VPC13 é oferecida gratuitamente pelo SUS. Já a VPP23 só é oferecida gratuitamente a idosos asilados ou que façam parte de grupos de risco. Ambas estão nas clínicas particulares.

Herpes-zóster

A vacina é sugerida a partir dos 50 anos e protege contra o herpes-zóster, quadro causado por uma reativação do vírus da catapora. A maioria das pessoas teve catapora na infância e, depois disso, o vírus fica adormecido no sistema nervoso, mas tende a voltar à ativa quando a imunidade do indivíduo cai – situação mais comum após os 60 anos.

Após essa reativação, o vírus da catapora se desloca pelos nervos periféricos até alcançar a pele. Daí porque o principal sintoma do herpes-zóster são erupções na pele em forma de vesículas. Essas lesões são conhecidas por provocar dor intensa. Em alguns casos, ela pode durar meses e se tornar crônica.

Infelizmente, a vacina não está disponível pelo no SUS e é encontrada apenas em clínicas privadas.

dTpa /dT

A Tríplice bacteriana acelular (dTpa) e a dupla adulto (dT) são duas vacinas diferentes. A primeira protege contra difteria, tétano e coqueluche. A segunda foca na difteria e no tétano. Para quem tem o esquema vacinal básico completo com a dT, oferecido na infância, a dTpa é indicada como reforço em adultos e idosos. Se o idoso estiver com o esquema incompleto ou não souber do histórico, aí a indicação é uma dose de dTpa a qualquer momento e completar com duas doses de dT.

De acordo com a SBGG, a vacina é fundamental considerando a ocorrência de muitos acidentes domésticos com materiais perfurocortantes, e que podem estar enferrujados, um prato cheio para o tétano. Já a difteria, causada por bactéria que afeta as vias aéreas respiratórias, pode levar a complicações, como problemas neurológicos e cardiovasculares. A coqueluche também é uma infecção respiratória e, mesmo que a pessoa tenha apresentado a doença na infância, precisa se vacinar a cada 10 anos.

A dT está disponível gratuitamente no SUS. Já a dTpa é encontrada em clínicas privadas.

Hepatite B

Desde 2013 é prescrita para todas as idades, e deve ser aplicada em três doses. De acordo com dados atuais apresentados pelo Ministério da Saúde, cerca de entre um milhão de pessoas que devem viver com a doença viral no país, somente 264 mil (24%) foram diagnosticadas. Entre as formas de transmissão da hepatite B, estão: relações sexuais sem uso de camisinha com pessoas infectadas e compartilhamento de objetos perfurocortantes, como alicates de unha. O grande perigo associado à doença é que ela pode atingir o fígado, resultando em cirrose e até câncer.

A vacina é oferecida pelo SUS.

Situações especiais

Há ainda vacinas que são indicadas em situações muito específicas, como em casos de viagens para locais de risco, surtos ou comportamentos de risco. O médico deve avaliar a necessidade de tomá-las. São elas: Hepatite A, Febre amarela, Meningocócicas conjugadas ACWY ou C e Tríplice viral.

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